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Mulher Mais Longeva do Brasil

Mulher Mais Longeva do Brasil

Aos 121 anos, Deolira Glicéria Pedro da Silva emociona o Brasil com sua história de fé, família, resistência e memória viva.

Quando: 10/03/2026
ID: 1748
Mulher Mais Longeva do Brasil
Fotos cedidas por Dr. Juair Abreu Pereira
Existem histórias que atravessam o tempo. Histórias que parecem pertencer a diferentes épocas, mas que continuam vivas, presentes e emocionantes. A trajetória de Deolira Glicéria Pedro da Silva, moradora de Itaperuna, no Noroeste Fluminense, é uma dessas histórias raras.

Nascida em 10 de março de 1905, em Porciúncula, no estado do Rio de Janeiro, Deolira completou 121 anos de idade em 2026, tornando-se uma das personagens mais impressionantes da longevidade brasileira. Sua idade consta em certidão de nascimento emitida pelo Ofício Único de Porciúncula/RJ, documento que registra seu nascimento às 10h, filha de Ana Cândida da Silva.

Reconhecida pelo RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiros como Mulher Mais Longeva do Brasil, Deolira representa muito mais do que uma marca numérica. Ela simboliza resistência, fé, simplicidade, memória familiar e a força de uma brasileira que atravessou mais de um século de transformações no país e no mundo.

Quando Deolira nasceu, o Brasil ainda era governado por Rodrigues Alves. O voo do 14-bis ainda não havia acontecido, a televisão não existia, muitas fronteiras do mapa-múndi eram diferentes e o país vivia uma realidade distante dos avanços tecnológicos atuais. Ao longo de sua vida, ela viu o mundo mudar, gerações nascerem, cidades se transformarem e a história seguir seu curso.

Uma história que ganhou destaque na imprensa
A trajetória de Deolira ganhou repercussão em importantes veículos de comunicação. O jornal Extra registrou que ela celebrou os 121 anos em sua casa, no bairro Frigorífico, em Itaperuna/RJ, destacando que nasceu antes do voo do 14-bis, antes do primeiro Campeonato Carioca e antes da invenção da televisão. A reportagem também citou sua numerosa descendência, formada por filhos, netos, bisnetos e tataranetos.

O jornal O Globo também publicou uma matéria especial sobre sua história, com o título “Os 121 anos de Deolira, mais longeva do que o voo do 14-bis”. A publicação destacou que parentes e documentos apontam sua data de nascimento em 1905, além de relatar a busca por comprovação complementar de sua idade e o interesse científico em seu caso.

Filha de lavradores, ,Deolira viveu grande parte da vida no campo. Sua história é marcada pela simplicidade da vida rural, pelo trabalho, pela família e pela religiosidade. Segundo relatos publicados pela imprensa, ela passou muitos anos na lavoura ao lado do marido e dos filhos. Teve sete filhos, dos quais três estavam vivos quando sua história foi registrada pelos jornais, além de uma grande descendência que mantém viva sua memória e seus cuidados.

O médico que se tornou peça fundamental
Um dos nomes mais importantes nesse processo é o do Dr. Juair Abreu Pereira, médico que
acompanha Deolira há cerca de três anos. Mais do que seu médico, ele se tornou uma peça fundamental na preservação e na comprovação dessa história.

Além de cuidar da saúde de Deolira, o Dr. Juair se envolveu diretamente na busca por documentos que ajudassem a sustentar sua idade. Conforme publicado por O Globo, ele colaborou na tentativa de localizar registros religiosos e de batismo, realizando buscas em cartórios e paróquias da região de Porciúncula/RJ, onde Deolira nasceu, e também em cidades próximas, como Tombos/MG.

Esse trabalho foi essencial porque parte dos documentos originais da família se perdeu em uma enchente ocorrida em 1977. A partir disso, a busca por registros civis, religiosos e históricos passou a ter papel decisivo para reforçar a trajetória documental de Deolira. O envolvimento do médico demonstra não apenas cuidado clínico, mas também compromisso humano com a verdade, com a memória e com o reconhecimento de uma vida extraordinária.

O Dr. Juair também destacou à imprensa que a recordista apresenta uma saúde considerada muito boa para a idade. Segundo ele, fatores como religiosidade, alimentação saudável, sono e preservação cognitiva podem ter contribuído para sua longevidade. Mesmo com limitações naturais da idade, Deolira permanece responsiva, cercada pelos cuidados da família e acompanhada de perto pelo médico, que a visita regularmente.

Sua participação no processo vai além da medicina. O Dr. Juair ajudou a unir ciência, documentação e afeto familiar. Sua atuação fortaleceu a seriedade da análise e mostrou como o cuidado com uma pessoa centenária também passa pela valorização de sua história, de sua identidade e de seu legado.

Uma brasileira estudada pela ciência
A longevidade de Deolira também chamou a atenção da ciência. De acordo com O Globo, ela foi incluída no estudo “DNA Longevo”, do Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco da USP, que avalia casos de centenários brasileiros para compreender fatores genéticos relacionados à longevidade e à qualidade de vida. Amostras de sangue de Deolira foram recebidas em 2023 para sequenciamento do genoma.

Esse interesse científico reforça a importância de sua história. Deolira não é apenas uma mulher que viveu muito. Ela é também parte de uma investigação maior sobre o envelhecimento humano, a genética brasileira e os fatores que podem contribuir para uma vida excepcionalmente longa.

Um legado de fé, família e resistência
A vida de Deolira Glicéria Pedro da Silva emociona porque une simplicidade e grandeza. Ela não buscou fama, não viveu em ambientes de privilégio e passou grande parte da vida distante de registros públicos frequentes. Ainda assim, sua história resistiu ao tempo, preservada por documentos, familiares, testemunhas, registros religiosos, reportagens e pelo acompanhamento cuidadoso de profissionais envolvidos no processo.

Sua trajetória mostra que um recorde de longevidade não é apenas uma contagem de anos. É a soma de memórias, perdas, superações, vínculos familiares, fé e cuidado. Cada ano vivido por Deolira representa um capítulo da história brasileira.

Ao reconhecer Deolira como Mulher Mais Longeva do Brasil, o RankBrasil - Livro dos Recordes Brasileiros valoriza uma vida que atravessou gerações e se tornou símbolo nacional de resistência. Aos 121 anos, ela se transforma em referência de longevidade, amor familiar e força humana.

Mais do que uma recordista, Deolira é um patrimônio vivo da memória brasileira.

Dados do recorde:
Recordista: Deolira Glicéria Pedro da Silva
Recorde: Mulher Mais longeva do Brasil
Data de nascimento: 10 de março de 1905
Naturalidade: Porciúncula/RJ
Residência: Itaperuna/RJ
Idade: 121 anos
Estado: Rio de Janeiro

Fontes de apoio documental
• Certidão de nascimento de Deolira Glicéria Pedro da Silva, Ofício Único de Porciúncula/RJ,
emitida em 13 de março de 2024.
• Jornal Extra, edição de 11 de março de 2025, Primeiro Caderno, página 4, matéria “Luta pelo título de mais velha do mundo”.
• Jornal O Globo, edição de 11 de março de 2025, Primeiro Caderno, página 10, matéria “Os 120 anos de Deolira, mais longeva do que o voo do 14-bis”.
• Justificação de Batismo e de Estado Livre, Paróquia Santo Antônio de Porciúncula, Diocese de Campos, emitida em 17 de setembro de 2025.

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