Mulher mais condecorada do Brasil

Com 35 medalhas, recorde é da major Elza Cansanção Medeiros, que serviu como enfermeira na Segunda Guerra Mundial

25/02/2013
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Mulher mais condecorada do Brasil
Recordista recebeu 35 medalhas pelos bons serviços prestados - Imagem: divulgação
A major Elza Cansanção Medeiros entra para o RankBrasil em 2013 pelo recorde de Mulher mais condecorada do país – de acordo com informações do Comando Militar do Leste (CML), da 1ª Região Militar e da 1ª Divisão de Exército do Brasil.

Em sua carreira, a recordista recebeu 35 condecorações militares, entre elas, Medalha de Guerra, Medalha de Campanha, Medalha do Pacificador, Ordem do Mérito Militar, Medalha Mérito Tamandaré, Medalha Mérito Santos Dumont e Medalha Heróis do Brasil.

Elza nasceu em 21 de outubro de 1921, no Rio de Janeiro. Aos 19 anos de idade, apresentou-se na Diretoria de Saúde do Exército, para trabalhar como voluntária na Segunda Guerra Mundial, que aconteceu entre os anos de 1939 e 1945.

Apesar de sonhar em lutar na linha de frente, ela teve que se conformar em seguir como enfermeira no Destacamento Precursor de Saúde da Força Expedicionária Brasileira, já que na época o Exército Brasileiro não aceitava mulheres combatentes.

Durante a guerra, a major trabalhou nos hospitais de evacuação na Itália, em turnos de 12 horas. Elza atuou como oficial de ligação e enfermeira-chefe em um hospital em Livorno, na região da Toscana. Eficiente, segundo o CML, nenhum soldado que foi tratado por ela morreu. Com o fim do conflito, foi dispensada logo após o retorno ao Brasil com o cargo de 2ª tenente.

Em 1957, as mulheres foram novamente convocadas, podendo vir a ser militares de carreira. Elza então retornou e continuou a atuar como enfermeira, mesmo formada em jornalismo e tendo trabalhado no Serviço Nacional de Informações (SNI).

No ano de 1962, a recordista foi promovida a 1º tenente enfermeira, pelo Ministro da Guerra. Por força do agravamento de seu estado de saúde e de um diagnóstico confirmado de uma moléstia adquirida em zona de combate, em 1976 foi reformada dois postos acima na hierarquia militar, como major.

Conhecimentos diversos
Além de jornalista e enfermeira, Elza concluiu graduações em História, Psicologia, Turismo e Relações Humanas. Com conhecimentos de mecânica, escultura, pintura e tapeçaria, deu a volta ao mundo duas vezes, e aos 60 anos aprendeu a pilotar ultraleves. Vítima de complicações decorrentes de uma fratura no fêmur, ela faleceu em 08 de dezembro de 2009, no Rio de Janeiro, aos 88 anos de idade.

Legado
Como legado, a major escreveu três livros sobre sua participação na Segunda Guerra e deu sugestões importantes para a criação de um corpo auxiliar feminino para as Forças Armadas, que serviu de base para a abertura das Forças Armadas do Brasil à participação das mulheres.

Elza ainda ajudou a organizar o museu sobre a Segunda Guerra de Maceió – AL, e fundou as revistas ‘Ex-combatentes’, da Associação de Ex-Combatentes, e ‘O Febiano’, da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira. No cinema, sua história foi contada através do filme ‘A Cobra Fumou’, de Vinícius Reis.

Condecoração militar
Uma condecoração militar é destinada a militares ou a unidades militares por atos de heroísmo em batalha ou por bons serviços prestados. Essas condecorações são colocadas nos uniformes militares.


Fontes: Wikipédia e R7 Notícias
Redação: Fátima Pires