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Primeiro Pianista a Tocar Voando em um Parapente no Brasil

Primeiro Pianista a Tocar Voando em um Parapente no Brasil

Feito uniu música, coragem e emoção em um voo de parapente com piano de cauda azul.

Quando: 19/05/2026
ID: 1727
Primeiro Pianista a Tocar Voando em um Parapente no Brasil
Fotos : Paulo Rodrigo Pianista
Paulo Rodrigo Pinto Barros, conhecido artisticamente como Paulo Rodrigo Pianista, escreveu mais um capítulo emocionante em sua trajetória de desafios musicais inusitados. Aos 42 anos, o artista de Fortaleza, no Ceará, realizou um feito impressionante em Canoa Quebrada, no município de Aracati: tocou piano de cauda azul enquanto voava de parapente, a aproximadamente 100 metros de altura.

O recorde foi realizado no dia 19 de maio e consolida Paulo como um dos artistas brasileiros mais ousados quando o assunto é unir música, superação e cenários extremos. Desta vez, o céu de Aracati se transformou em palco, e as falésias, dunas e o mar de Canoa Quebrada formaram o cenário de uma apresentação marcada por beleza, fé e coragem.

Durante o voo, Paulo tocou um trecho da música “Aracati”, composição criada em homenagem à cidade. A escolha da obra teve significado especial, pois buscou valorizar a cultura, a história e a identidade do povo aracatiense, reforçando a importância histórica e cultural da região para o Ceará.

O voo teve duração total aproximada de 1 minuto e 20 segundos, com cerca de 1 minuto e 10 segundos de execução musical. Paulo não pilotou o parapente: ele tocou enquanto o piloto Zazinha conduzia o voo. A operação contou ainda com apoio técnico de profissionais ligados à produção, segurança, logística e voo livre.

O piano utilizado era um instrumento eletrônico de cauda, modelo 1/4 de cauda, com aproximadamente 120 kg e dimensões de 1,30 m x 1,40 m. Originalmente preto, o piano ganhou a cor azul após uma restauração. Para Paulo, a mudança visual passou a representar uma nova fase de sua trajetória artística. Curiosamente, após essa transformação, o artista começou a gravar projetos em locais ligados à água, como rios, lagoas, cachoeiras e praias.

Para que o instrumento pudesse ser levado ao voo, foi necessário reforçar sua estrutura com
parafusos atravessando o corpo do piano, além de realizar amarrações técnicas para garantir o ângulo ideal, equilíbrio e estabilidade durante o percurso. A adaptação foi feita com a participação dos pilotos Zazinha e Daniel, referências no voo de parapente nacional.

Mesmo após o desafio, o piano continuou funcionando normalmente. A única avaria registrada foi a quebra de uma pequena parte de um dos pés durante o pouso na areia, sem comprometer o sucesso da operação.

A preparação levou cerca de um mês, envolvendo visitas técnicas, planejamento, testes de
peso e equilíbrio da vela, além de alinhamento entre todos os profissionais envolvidos. O clima foi um dos principais desafios. As condições de vento mudavam constantemente, o que provocou adiamentos e fez com que a equipe viajasse mais de uma vez a Aracati sem conseguir realizar o voo. A execução oficial só aconteceu quando os parâmetros de segurança estavam adequados.

Segundo Paulo, a ideia surgiu durante a pesquisa de locais icônicos de Aracati para a gravação do projeto. Ao perceber a forte ligação de Canoa Quebrada com o parapente, um dos símbolos turísticos e esportivos da região, ele decidiu levar o piano para os céus como forma de unir música, turismo e identidade local.

A maior dificuldade durante o voo foi manter a concentração na música enquanto os fortes
ventos de Aracati conduziam o parapente sobre as dunas. A experiência exigiu foco, controle e confiança. Para o artista, porém, o sentimento predominante não foi medo, mas paz.

“Eu não subi aos céus apenas para tocar piano. Subi para mostrar que com fé, coragem e
propósito não existem limites para os nossos sonhos”, declarou Paulo.

O feito foi realizado com equipamentos de segurança adequados, incluindo capacetes e cintos. A operação aconteceu em área afastada do público, sobre as falésias de Aracati, permitindo que os espectadores acompanhassem a uma distância segura. Bombeiros civis da cidade também estiveram presentes durante a execução do projeto.

A documentação do recorde contou com gravações integrais e sem cortes, feitas por diferentes ângulos. Foram utilizadas câmera 360° presa ao piano, drone FPV para imagens dinâmicas, drone estabilizado para registros aéreos e vídeos captados por pessoas que acompanharam o momento. Também há registros da preparação do piano, dos equipamentos, do voo e da apresentação.

Cerca de 50 pessoas acompanharam presencialmente o feito, mesmo sem divulgação prévia do local exato, justamente para evitar aglomerações e preservar a segurança da operação.

Este é mais um recorde na história de Paulo Pianista com o RankBrasil Livro dos Recordes Brasileiros. O artista já havia realizado outros feitos marcantes, como tocar piano a mais de 3 mil pés de altura em um balão de ar quente, tocar dentro de um globo da morte, tocar sobre uma cachoeira e tocar no Pico Alto, em Guaramiranga.

Para Paulo, o novo recorde amplia sua missão artística e motivacional. Mais do que uma
aventura, ele afirma que seus desafios têm inspirado pessoas a enfrentarem medos, superarem momentos difíceis e acreditarem novamente em seus sonhos.

“Nunca deixe seus sonhos e planos apenas no papel. Tenha coragem de viver o extraordinário, de dar o primeiro passo e de acreditar no que parece impossível. Não permita que o medo decida o rumo da sua vida. Os maiores feitos começam quando escolhemos seguir em frente, mesmo diante das incertezas”, completou o pianista.

Com o piano azul suspenso no céu de Canoa Quebrada, Paulo transformou um voo em
espetáculo, uma música em homenagem e um desafio em mensagem de fé, coragem e
superação. O recorde entra para o RankBrasil Livro dos Recordes Brasileiros como uma conquista que une arte, emoção e a força de quem acredita que os sonhos também podem ganhar asas.

"Reconhecido pelo RankBrasil mediante rigor técnico e imparcial – única autoridade nacional de homologação de recordes desde 1999.”