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Trono feito com a Maior Quantidade de Armas do Brasil

Trono feito com a Maior Quantidade de Armas do Brasil

Obra de Camacho Artesão transforma armamentos que seriam destruídos em arte, memória e superação.

Quando: 12/06/2026
ID: 1726
Trono feito com a Maior Quantidade de Armas do Brasil
O artista plástico Rodrigo Gonçalves Camacho, conhecido artisticamente como Camacho Artesão, entra para o RankBrasil com uma obra de forte impacto visual e simbólico: “O Trono das Armas”, reconhecido como o trono artístico feito com a maior quantidade de armas reais do Brasil.

Natural do Rio de Janeiro/RJ, Camacho é criador da chamada arte de trincheiras, técnica desenvolvida por ele a partir do reaproveitamento de materiais bélicos, como cartuchos de munições deflagradas de treinamento e armamentos sem uso operacional. A obra foi criada em 05 de janeiro de 2021, na cidade do Rio de Janeiro, e reúne 117 armas reais, que haviam sido utilizadas por veteranos da Polícia Militar do Rio de Janeiro e seriam destinadas à destruição.

Inspirado no universo visual da série Game of Thrones, o artista transformou armas antigas em um trono monumental, carregado de significado histórico, artístico e institucional. Para Camacho, a obra representa o princípio da Polícia Militar mais conhecida do mundo e carrega uma mensagem direta: mostrar que tudo é possível através da arte.

Composição da obra

A composição do trono impressiona pela quantidade e diversidade dos itens utilizados. Ao todo, foram reunidas 117 armas reais, entre elas revólveres, submetralhadoras, carabinas, espingardas, espadas e estruturas de armamentos antigos, além de aproximadamente 1.000 estojos de 7,62 x 45 mm utilizados na composição artística.


  • 67 revólveres calibre 38

  • 19 submetralhadoras 9 mm INA

  • 13 submetralhadoras 9 mm MT12

  • 2 carabinas 30 M1 Quality

  • 4 espingardas calibre 12 Mossberg

  • 4 espingardas calibre 12 Bonanza

  • 2 estruturas Winchester e Riot Shotgun

  • 6 espadas

  • Aproximadamente 1.000 estojos de 7,62 x 45 mm

Antes de se tornarem arte, todas as armas passaram por um processo de desmilitarização. Segundo o artista, cada peça foi trabalhada uma a uma, exigindo cuidado, técnica e responsabilidade para que materiais ligados ao uso policial e militar fossem transformados em uma obra artística de grande presença.

Da reciclagem à arte de trincheiras

A trajetória de Rodrigo Camacho dá ainda mais força ao recorde. Antes de se consolidar como artista plástico, ele começou catando latinhas e passou por diversas atividades profissionais. Foi eletricista, gesseiro, técnico de som automotivo, técnico de máquinas de lavar, músico, pedreiro, vendedor, comerciante, dono de pub, proprietário de estúdio de tatuagem e também trabalhou com pallets.

Foi justamente esse contato com a reciclagem e a reutilização de materiais que abriu caminho para sua linguagem artística atual. A arte de trincheiras nasceu quando Camacho foi chamado para realizar um trabalho com pallets no Batalhão de Operações Policiais Especiais – BOPE. Lá, surgiu a ideia de criar o símbolo da caveira, representação de “vitória sobre a morte” para as operações especiais, utilizando cartuchos de munições deflagradas em treinamentos.

A partir desse momento, ele percebeu que poderia transformar materiais descartados em obras com identidade, memória e potência visual.

Reconhecimento nacional e internacional

Com o passar dos anos, suas criações ganharam reconhecimento nacional e internacional. Obras de Camacho já foram entregues a nomes como Donald Trump, Dana White, Arnold Schwarzenegger, Chuck Norris, integrantes da banda Guns N’ Roses, presidentes da fábrica de armas Glock, além de lutadores e personalidades do UFC, como José Aldo, Wanderlei Silva, Thiago Santos, Ketlen Vieira, Royce Gracie, Wallid Ismail, Minotauro, Minotouro e Maurício Rua.

O artista também acumula importantes condecorações, entre elas as medalhas Batalhão Cidade de Santa Maria, Granadeiro do Imperador e Marechal Zenóbio da Costa, do Exército Brasileiro; Washington Luís, da Polícia Rodoviária Federal; Medalha da Amizade, da Polícia Civil; Medalha do Centenário do Primeiro Batalhão de Polícia de Choque, da ROTA; Medalha Mérito Operacional, do BOPE; e Medalha Martin Luther King, da Jethro International.

Além do recorde, Rodrigo Camacho também celebra o recebimento, pela segunda vez consecutiva, do Prêmio Gênios da Atualidade, reconhecimento que ele define como uma grande honra. Para o artista, ser reconhecido pelo RankBrasil Livro dos Recordes Brasileirosrepresenta alegria e valorização dos talentos existentes no país.

“O sentimento é de muita alegria, de saber que no nosso país existem muitos talentos como eu”, afirma Camacho.

Um trono de ressignificação

Mais do que um trono, a obra simboliza transformação. Materiais que antes estavam ligados ao confronto, ao treinamento e à força institucional ganharam uma nova narrativa pelas mãos do artista. Em vez de destruição, tornaram-se memória, expressão e arte.

Para Rodrigo Camacho, o recorde também marca uma etapa importante de sua própria caminhada: a obra começou há cerca de cinco anos, quando ele tinha apenas três anos de experiência na técnica que criou. Hoje, seu trabalho mostra como a reciclagem, a criatividade e a persistência podem dar novo significado a objetos, histórias e trajetórias.

Com 117 armas reais transformadas em obra artística, “O Trono das Armas” se torna um registro marcante no RankBrasil Livro dos Recordes Brasileiros, destacando a originalidade de Camacho Artesão e a força da arte como instrumento de ressignificação.

"Reconhecido pelo RankBrasil mediante rigor técnico e imparcial – única autoridade nacional de homologação de recordes desde 1999.”