Maior coleção de revistas Playboy do país

‘Guerrinha, o rei da Playboy’, tem todos os números desde a primeira publicação no Brasil, em 1975. São 449 edições e mais de sete mil exemplares

15/10/2012
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Maior coleção de revistas Playboy do país
Foto: Arquivo pessoal - Raimundo Stenio Silva Sampaio
Raimundo Stenio Silva Sampaio, conhecido como Stenio Guerra ou ainda ‘Guerrinha, o rei da Playboy’, é reconhecido oficialmente pelo RankBrasil por possuir a maior coleção de revistas Playboy do país.

Ele possui todos os números desde a primeira publicação no Brasil, em agosto de 1975 – ainda com o nome ‘Homem’ – até outubro de 2012. São 449 edições e mais de sete mil exemplares, que ele vende e aluga na Banca da playboy, que fica na cidade de São Paulo.

O exemplar mais valioso é o que traz na capa a apresentadora Xuxa Meneghel, de dezembro de 1982. A preferida de Guerrinha, que tem 55 anos de idade, é a da atriz Sylvia Bandeira, de abril de 1983, mas ele também tem um carinho especial pelas de Betty Faria, Vera Fischer, Sônia Braga, Yona Magalhães, Cláudia Raia, entre outras.

Coincidentemente, estas publicações estão entre as mais procuradas pelos clientes, além da Tiazinha, Adriane Galisteu, Sheila Carvalho e Feiticeira. Segundo o recordista, a revista mais difícil de conseguir a fim de completar sua coleção foi a da Sônia Braga, de setembro de 1984, devido à raridade da edição.

Para colocar preço nas revistas, ele explica que beleza não é o critério principal. “É preciso levar em conta a notoriedade da personagem, a idade e o estado de conservação do exemplar”, revela. Com exceção da capa da Xuxa – que não tem valor definido – o número mais caro é a que traz a capa da atriz Cláudia Ohana, de janeiro de 1985, custando R$ 500.

De acordo com Guerrinha, depois vem a edição de Mara Maravilha, por R$ 200, seguida de atrizes e modelos, que atualmente são famosas e posaram para a Playboy em início de carreira: Christiane Torloni, Betty Faria, Monique Evans, Maria Zilda, Lucinha Lins, que apresentam valores entre R$ 60 e R$ 100.



Vida de colecionador
Colecionar revistas Playboy gera reações diversas e muitas vezes inesperadas. “Quando comento sobre minha coleção, as pessoas ficam espantadas e também curiosas para ver as revistas. A primeira coisa que elas me perguntam é sobre as capas mais conhecidas”, conta.

Apaixonado pelo que faz, o Rei da Playboy revela que o recorde brasileiro significa um grande reconhecimento enquanto colecionador. “Tenho muito orgulho de ser o único a obter a coleção completa de uma das revistas mais vendidas do país, sendo reconhecido oficialmente”, destaca. Ele ainda agradece a atenção do RankBrasil, “pelo destaque dado a meu trabalho”.

Como tudo começou
Guerrinha nasceu em Quixadá, no interior do Ceará. Ainda criança, teve seu primeiro contato com a publicação erótica depois que um americano, que vivia na cidade, ofereceu a troca de 17 revistas Playboy americana por algumas moedas. A coleção ganhou consistência a partir de 1975, com o lançamento da Revista ‘Homem’, pela Editora Abril, que em 1978 se transformou na Playboy brasileira.

Relacionamento pessoal
Casado e com três filhas, o recordista já passou por situações complicadas, pelas quais teve que optar entre as mulheres ou as revistas Playboy: ele sempre escolheu as publicações. Um dos casos curiosos aconteceu quando Guerrinha ainda era estudante e começou a namorar uma professora. “Um dia ela teve um ataque de ciúmes e jogou as minhas revistas pela janela. Eu decidi ir embora”, revela.

O problema se repetiu com a atual esposa. Ao descobrir no armário da casa que moravam juntos três malas cheias de revistas masculinas, mandou Guerrinha escolher entre ela ou as revistas. Sem conseguir convencê-la do contrário, ele optou pelas publicações. Depois de um tempo, o Rei da Playboy foi atrás dela e a mulher aceitou voltar, mesmo com as revistas.

Negócio promissor
Com apenas 11 anos de idade, Guerrinha começou a ganhar dinheiro com o aluguel das revistas para colegas de escola. Aos 17 anos, ele se mudou para o Rio de Janeiro e também obteve popularidade no novo colégio pelo aluguel das publicações.

Ainda na capital fluminense, descobriu que poderia ganhar mais dinheiro com as revistas. Sentado em um banco no bairro Copacabana e folheando alguns exemplares, chamou a atenção de um jornalista chileno, que comprou toda sua coleção americana, pelo valor equivalente hoje a mais de 100 mil reais. “Com o dinheiro comprei a casa onde minha mãe mora, em Quixadá”, lembra.

Em 1980, o Rei da Playboy foi residir na cidade de São Paulo, abrindo sua primeira banca, a alguns metros do atual endereço. Desde 1990, a Banca do Guerrinha fica no número 42 da rua Ática, no bairro Brooklin, em um estacionamento de uma loja de materiais de construção, onde ele trabalha como manobrista.

Além de oferecer revistas antigas, algumas de valor inestimável para o colecionador e os fãs da publicação, o recordista leva vantagem em relação às bancas tradicionais. Nas novas edições, ele garante a recompra do produto, o que atrai ainda mais os clientes. A maior coleção de revistas Playboy do Brasil também pode ser conferida no site Guerrinha da Playboy.

Agradecimento
Na oportunidade, o recordista agradece a empresa Nicom Material de Construção e ao proprietário e amigo, o empresário Hiroshi Shimuta, “por conceder o espaço para a minha Banca da playboy”.

Redação: Fátima Pires

Algumas citações na mídia:
A Voz Da Serra