Mais idosa a vencer uma maratona

Recorde pertence à aposentada Selva Helena de Barros Cobra, que aos 62 anos de idade venceu uma corrida de 42 quilômetros

30/06/2021
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Mais idosa a vencer uma maratona
Entre aproximadamente 80 participantes, a aposentada Selva Helena de Barros Cobra venceu a Maratona no Meio do Mundo aos 62 anos de idade / Foto: Arquivo recordista
A aposentada Selva Helena de Barros Cobra entra para o RankBrasil em 2022 pelo recorde de Mais idosa a vencer uma maratona. Nascida em 29 de abril de 1955, ela venceu a Maratona no Meio do Mundo realizada em 4 de março de 2018, aos 62 anos, 11 meses e 25 dias.

Com 42 quilômetros, a prova aconteceu na cidade de Mazagão, no Amapá. Por ser a primeira edição da Maratona no Meio do Mundo e também a primeira a ser realizada na região norte, a competição teve aproximadamente 80 participantes.

Selva conta que foi ao Amapá para correr uma meia maratona (a prova de 21 quilômetros), como parte de seu projeto de correr 21 quilômetros em todos os estados brasileiros. “Em Macapá, convidada pela organização eu decidi encarar os 42 quilômetros da maratona”, diz.

Depois do retorno dos 21 quilômetros, Selva começou a acreditar que era a primeira mulher na maratona. “Mesmo não buscando ganhar, mas sim completar bem a prova, o calor e a alta umidade do ar foram exigências que surpreenderam”, revela.

Natural de Pouso Alegre (MG), a recordista reside atualmente em São José dos Campos (SP), formou-se em economia e trabalhou por vários anos no Banco do Brasil. Segundo a mineira, a atividade física é, ao lado da boa alimentação e dos hábitos sociais, praticamente uma necessidade fisiológica. “Eu não sei ficar sem ela, seja correndo, caminhando, colocando a casa em ordem, visitando parques. Atividade física é ferramenta para retardar os efeitos da longevidade. Assim, fazer é investir em qualidade de vida para o futuro”.

Para a aposentada, o recorde junto ao RankBrasil significa que o caminho trilhado até ele foi bem aproveitado. “Ser a mais longeva corredora a vencer uma maratona mostra que toda a minha fé, que afasta impossibilidades, é forte o bastante. Mostra também que venci a mim mesma, a minha maior adversária desde sempre”, destaca.

Pelo título brasileiro, ela agradece ao seu grande amigo Lucelio Crosariol, que a incentivou, apoiou, acompanhou e participou de várias provas. “Com fé e esperança sigamos confiantes, vencendo obstáculos e sendo felizes”.

Maratonas
Selva já havia vencido outras provas de corrida, mas dentro de sua faixa etária. Em maratonas tem alguns troféus por estar entre as três primeiras colocadas. “Em 2016 consegui ser a primeira do Ranking Brasileiro de Maratonistas, da Revista Contra Relógio”, lembra.
Ela participou de maratonas em Porto Alegre (RS), a Maratona de Florianópolis (SC), a de Curitiba (PR), do Espírito Santo, de Santiago (no Chile), de Manaus (AM), de Salvador (BA) e de Brasília (DF). Também esteve presente na maratona de Paris, na França, graças a um presente de seus filhos pelo seu aniversário.
Devido à pandemia do Covid-19, Selva praticamente não correu nos últimos dois anos. “Nem provas tinham”, comenta. Conforme ela, a ideia é partir para uma transição pós-pandemia, dentro daquilo que a idade e a segurança dos eventos permitirem. “Quero participar de novas corridas, não necessariamente maratonas, embora ainda tenha saúde para competir”, finaliza.