Veículo de maior longevidade na história da indústria automotiva

Com início em 1957, a produção do veículo no Brasil chegou ao fim depois de 56 anos, pela incapacidade do modelo em receber equipamentos de segurança obrigatórios a partir de 2014

30/12/2013
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Veículo de maior longevidade na história da indústria automotiva
Foto: Acervo RankBrasil
A Kombi é o veículo de maior longevidade na história da indústria automotiva. A produção brasileira começou em 02 de setembro de 1957, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Depois de 56 anos, a fabricação chegou ao fim pela incapacidade do modelo em receber freios ABS e airbag, equipamentos de segurança obrigatórios em 100% dos carros a partir de 1º de janeiro de 2014.

O veículo esteve há mais tempo em produção no mundo, acumulando somente no Brasil mais de 1,5 milhão de unidades feitas. No ano de 2013, o país era o único do planeta que ainda fabricava a Kombi: há anos os países europeus pararam de produzir e o México encerrou a atividade em 1996.

O modelo, que também é o primeiro da montadora alemã Volkswagen a ser produzido em solo brasileiro, foi criado na década de 40, pelo holandês Ben Pon. O inventor pretendia incluir o confiável conjunto mecânico do Fusca em um veículo leve e de carga.

Pon fez vários desenhos, baseando-se em uma Perua feita sobre o chassi do Fusca. Os protótipos foram retrabalhados na Faculdade Técnica de Braunschweig, na Alemanha, país onde a produção mundial começou no ano de 1950.

Atualizações do modelo
No início, o modelo se destacava pela carroceria monobloco, a suspensão reforçada e o motor traseiro, refrigerado a ar, de 25cv e 1.200cm³ de cilindrada. No Brasil, em cinco décadas de produção, a Kombi recebeu diversas atualizações.

Em menos de quatro anos depois do início da fabricação, o veículo ganhou seis portas, nas versões luxo e standard. Em 1967 surgiu a versão pick-up, já com motor de 1.500cm³ e sistema elétrico de 12 volts. No ano de 1975, passou a ser equipada com motor 1.6L e, três anos mais tarde, o modelo ganhou dupla carburação.

O motor diesel 1.6L, refrigerado à água, surgiu em 1981. Nesse mesmo ano aconteceram os lançamentos das versões furgão e pick-up com cabine dupla. Em 1982 surgiu o modelo a etanol e no ano seguinte, a Kombi apresentou painel e volante novos, além de mudar a posição da alavanca do freio de mão, que saiu do assoalho, passando para debaixo do painel.

As versões a diesel e cabine dupla incorporaram novidades e itens de conforto. O veículo já vinha com cintos de segurança de três pontos, bancos dianteiros com encosto de cabeça, temporizador para o limpador do para-brisa, entre outros. A última atualização foi em 2005: o modelo recebeu motor 1.4 flex refrigerado à água, capaz de produzir 78cv quando abastecido com gasolina e 80cv, com etanol.

Exportação e produção atual
Na década de 70, a Kombi brasileira começou sua trajetória internacional, com exportações para mais de 100 países, entre eles, Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.

O nome
O nome Kombi vem da palavra alemã ‘Kombinationsfahrzeug’, que quer dizer ‘veículo combinado’ ou ‘combinação do espaço par carga e passeio’. Fora do Brasil, é também conhecida como Samba Bus, Bulli, Papuga, Camper, Barndoor, entre outros nomes.



Fontes: Estadão, Revista Exame, Wikipédia e Revista Abril
Redação: Fátima Pires