Primeira orquestra quilombola do Brasil

Lançado em outubro de 2012, grupo musical é composto por 45 crianças e jovens do Curiaú, região remanescente de quilombo que fica no Estado do Amapá

23/11/2012
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Primeira orquestra quilombola do Brasil
A primeira orquestra quilombola do país, que entra para o RankBrasil, reúne 45 crianças e jovens do distrito do Curiaú, região remanescente de quilombo, que fica a cerca de 12 quilômetros do centro de Macapá, capital do Amapá.

O grupo musical foi lançado em 25 de outubro de 2012, na Escola Estadual José Bonifácio, com a participação da banda do Corpo de Bombeiros, além de apresentações de ladainha (forma poética) e marabaixo (dança típica do Estado).

No Curiaú, 45 crianças fazem parte da orquestra, mas ao todo, 100 pessoas estão inseridas no projeto, que prevê iniciação musical com instrumentos de sopro, madeira, de corda e percussão erudita, sem perder a cultura regional.

A proposta da orquestra é o ensino da música como ferramenta de inclusão social, disponibilizando às pessoas que residem no quilombo e também em comunidades vizinhas, o acesso à educação e à cultura, além da possibilidade de inserção no mercado de trabalho.

Com pouco mais de 1,6 mil moradores, a região foi uma das primeiras do Brasil a ser registrada e titulada pela Fundação Palmares – entidade pública brasileira vinculada ao Ministério da Cultura, que tem por finalidade promover e preservar a cultura afro-brasileira.

Difusão da cultura musical
A Orquestra Quilombola do Curiaú faz parte do projeto ‘Sistema de Bandas e Orquestras do Estado do Amapá – Escola Livre de Música’, da Associação Educacional e Cultural Essência (Aece). O investimento vem de uma empresa de telefonia, com o apoio do Governo do Amapá. O objetivo principal é difundir a cultura musical no Estado.

Quilombo
Os quilombos representavam uma forma de resistência e combate à escravidão. Nesses locais, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade no Brasil, contribuindo assim, para a formação da cultura africana mesclada com a brasileira.


Fontes: Fundação Cultural Palmares, Governo do Amapá e Associação Educacional e Cultural Essência
Redação: Fátima Pires