Primeira santa do Brasil

Recorde é de Madre Paulina, que foi beatificada em outubro de 1991 e canonizada em maio de 2002

16/10/2003
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Primeira santa do Brasil
Recorde é de Amábile Lucia Visintainer, que é conhecida como Madre Paulina / Foto: Divulgação
A primeira santa do país, que entra para o RankBrasil em 2003, é Amábile Lucia Visintainer, mais conhecida por seu nome religioso, Madre Paulina.

Entre as muitas graças obtidas por sua intercessão, a principal aconteceu em 1966, quando ela curou uma mulher no Estado de Santa Catarina, que estava com hemorragia pós-parto e diagnóstico de quadro irreversível.

Por este e outros milagres, Madre Paulina foi beatificada em 18 de outubro de 1991 pelo Papa João Paulo II, em sua visita a Florianópolis – SC. Em 19 de maio de 2002, ela foi canonizada pelo mesmo papa, recebendo o nome de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

Vida de dedicação
Madre Paulina nasceu em 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trento, na Itália, naquela época sob o domínio austríaco. Ainda criança emigrou com seus pais e irmãos para o Brasil, em Santa Catarina.

Aos 12 anos ela recebeu a Primeira Comunhão, começou a participar da vida paroquial e foi encarregada do Catecismo às crianças, da visita aos doentes e da limpeza da capela de sua região.

Com a permissão de seu pai, aos 25 anos, no dia 12 de julho de 1890, Madre Paulina deixou sua casa e passou a morar em um casebre, para cuidar de uma mulher doente e desamparada.
Esta data é considerada o dia da fundação da obra de Madre Paulina, que constitui a primeira Congregação Religiosa do Brasil.

Obras realizadas
Em 1895, o pequeno grupo que se formou em torno de Amábile recebeu a aprovação do Bispo de Curitiba, Dom José de Camargo Barros, com o nome de Filhas da Imaculada Conceição.

Em dezembro do mesmo ano fizeram os votos religiosos e ela recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. O Instituto começou na extrema pobreza: além de cuidar dos doentes, das órfãs e dos trabalhos da paróquia, as irmãs trabalhavam na roça e na pequena indústria de seda.

Depois da fundação das Casas de Nova Trento e Vígolo, em Santa Catarina, no ano de 1903, Madre Paulina se transferiu para São Paulo. Pouco tempo depois, na colina do Ipiranga junto a uma Capela, iniciou a obra da Sagrada Família, para abrigar os filhos de ex-escravos e velhos ex-escravos, depois da Lei Áurea em 1888.

Nas vésperas da transferência para São Paulo, Padre Rossi, que possuía todas as faculdades para a direção das Filhas da Imaculada Conceição, cuidou da organização jurídica da Congregação com um capítulo celebrado em fevereiro de 1903, no qual Madre Paulina foi eleita Superiora Geral ‘ad vitam’.

O governo de Madre Paulina durou seis anos, durante os quais, com o afluir de vocações, ela fundou outras três casas no Estado de São Paulo.

Em 1909, ela sofreu uma terrível prova. Por causa de dificuldades criadas pela intromissão de pessoas estranhas, apoiadas por algumas religiosas e pela autoridade eclesiástica, Madre Paulina foi deposta. Mesmo assim, o título ‘Veneranda Madre Fundadora’ foi reconhecido e conservado.

De 1909 a 1918 viveu na casa que fundou em Bragança Paulista e então foi chamada à Casa Geral em São Paulo, com pleno reconhecimento de suas virtudes, para servir de exemplo às jovens da Congregação. Entre 1918 e 1938, distinguiu-se pela oração constante, pela amorosa e continua assistência às irmãs doentes.

Em 1938 começou a via sacra dos sofrimentos por causa do diabete: progressivas amputações, do braço direito, até a cegueira total. No dia 9 de julho de 1942 declarou: "Seja feita a vontade de Deus". Então morreu.


Fonte: Wikipédia e Santuário Santa Paulina.

Redação: RankBrasil
Revisão: Fátima Pires