Conta bancária mais antiga

Maria Adelaide Nunes Azzi é cliente do mesmo banco desde 1932

25/09/2003
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Conta bancária mais antiga
A recordista iniciou sua conta no Banco Real em 1932 / Foto: Arquivo recordista
Maria Adelaide Nunes Azzi, 89 anos, é o que se pode chamar de cliente fiel. Ela entra para o RankBrasil por possuir a Conta bancária mais antiga do país. A recordista é cliente do Banco Real (antigo Banco da Lavoura de Minas Gerais), desde maio de 1932. São 71 anos na mesma organização bancária.

A conta foi aberta por seu marido, que era gerente do banco, logo que eles se casaram. “Eu tinha 17 anos e não era nada comum uma mulher ter a sua própria conta, ainda mais lá no interior de Minas, em São Gonçalo do Sapucaí”, lembra Maria Adelaide.

A recordista sempre teve uma relação muito forte com o banco, não apenas por seu marido trabalhar nele, mas também porque logo após o seu casamento, ela foi morar numa casa que pertencia ao antigo Banco da Lavoura.

A agência ficava na frente e a sua residência nos fundos, e tinha até uma porta de comunicação entre as duas casas. Foi nessa residência que nasceram os seus três filhos e viveram os seus três enteados. Ela morou lá até 1946, ano em que seu marido foi promovido para gerenciar a filial de São Paulo.

Já em 1955, ele foi novamente transferido, dessa vez para sede do banco, no Rio de Janeiro, que até então, segundo a recordista, era a maior agência de banco particular do Brasil. "Vivemos uma vida dentro do banco. Meu marido cresceu profissionalmente, meus três filhos e os meus três enteados cresceram no banco. Por isso, nunca me passou pela cabeça a possibilidade de ter outra conta”, afirma Maria Adelaide.

A princípio, era o marido Adolfo Nunes da Costa quem cuidava da conta, acompanhando as mudanças de moedas, regras do mercado e direcionando as aplicações para os melhores investimentos recomendados para aquele momento. Após o falecimento do marido, em 1983, seu filho Caiuby Nunes da Costa passou a supervisionar a conta.

Ela destaca que sempre foi tratada com muito carinho pelas pessoas do banco, principalmente porque seu marido era conhecido e querido pelos colegas, fato que acabou fazendo com que ela se relacionasse muito com os funcionários.

“Quando iniciei a conta, só tinha 6.808 clientes e eu não usava cheque. Era um cofrinho para depositar as economias e tinha uma caderneta onde eram lançados os depósitos e os saques”, comenta. Desde que começou a utilizar cheques, até hoje, ela já emitiu cerca de 8.520 cheques.

Redação: Fernanda Alves
Revisão: Fátima Pires