Mulher mais alta do Brasil que mais viveu
Sergipana de Amparo do São Francisco, Maria Feliciana atingiu 2,25 metros de altura, foi coroada “Rainha das Alturas” em 1968 e reconhecida oficialmente pelo RankBrasil em 2003
O RankBrasil reconheceu oficialmente como Mulher mais alta do Brasil a sergipana Maria Feliciana dos Santos, nascida em 27 de maio de 1946, no município de Amparo do São Francisco (SE). Com impressionantes 2,25 metros de altura, ela se tornou uma das personalidades mais marcantes do país nas décadas de 1960 e 1970.Crescimento extraordinário
Até os 10 anos, Maria apresentava desenvolvimento considerado normal. Porém, durante a adolescência, seu crescimento tornou-se acelerado e incomum. A família já possuía histórico de pessoas muito altas: seu pai media cerca de 2,40 metros, sua mãe 1,80 metro e outros parentes também possuíam estaturas elevadas. Ainda assim, seus 2,25 metros chamaram atenção em todo o estado de Sergipe e posteriormente em rede nacional.Consagração nacional em 1968
O reconhecimento público veio em 1968, quando participou de um concurso internacional exibido no programa do apresentador Chacrinha. Na ocasião, foi coroada como a mais alta entre as candidatas e recebeu o título de “Rainha das Alturas”.A cerimônia contou com a presença de Luiz Gonzaga, que entregou a coroa, e de Grande Otelo, responsável pela faixa. Entre as concorrentes havia candidatas internacionais, incluindo uma norte-americana com 2,15 metros.
O momento marcou definitivamente sua entrada para a história da televisão brasileira.Carreira artística e esportiva
Maria Feliciana transformou sua altura em oportunidade. Atuou como:Artista de circo
Cantora, integrando o “Trio Sergipano”Participante de programas de televisão
Jogadora de basqueteIngressou no basquete aos 25 anos, integrando a Seleção Sergipana e participando dos Jogos Universitários Brasileiros de 1971. Sua presença em quadra era naturalmente dominante devido à estatura.
Durante mais de uma década, realizou apresentações artísticas em diversas regiões do Brasil, tornando-se figura popular e querida em Sergipe.Desafios de saúde
A partir da década de 1990, passou a enfrentar sérios problemas ortopédicos, especialmente nos pés, sendo submetida a diversas cirurgias. As complicações afetaram sua mobilidade e exigiram adaptações especiais em sua residência, mobiliário e objetos de uso cotidiano.Campanhas solidárias foram organizadas para auxiliá-la com casa adaptada, móveis sob medida e equipamentos ortopédicos.
Reconhecimento oficial pelo RankBrasilEm 2003, o RankBrasil oficializou o recorde de “Mulher mais alta do Brasil”, certificando sua marca histórica e incluindo seu nome no acervo permanente de recordistas nacionais.
O reconhecimento consolidou sua trajetória como marco oficial dos recordes brasileiros.Falecimento e legado
Maria Feliciana faleceu em 27 de abril de 2024, aos 77 anos, em Aracaju (SE), após complicações de saúde.Seu legado permanece vivo na memória cultural sergipana e na história do RankBrasil. Mais do que números, sua trajetória representa visibilidade, superação e a singularidade que transforma histórias pessoais em marcos nacionais.
Maria Feliciana permanece eternizada como um dos nomes mais emblemáticos já registrados no acervo do RankBrasil.