Brasil participa do maior mapeamento 3D do universo

Projeto deve mapear uma área de oito mil graus quadrados, número que corresponde a um quinto de todo o céu

17/09/2012
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Brasil participa do maior mapeamento 3D do universo
Cientistas brasileiros e espanhóis estão desenvolvendo uma tecnologia para fazer o maior mapeamento 3D do universo.

Trata-se da pesquisa Javalambre Physics of the Accelerating Universe Astrophysica Survey (J-PAS), que também conta com a colaboração de cientistas de outros países, como Estados Unidos, Itália e Inglaterra.

O projeto deve mapear uma área de oito mil graus quadrados (medida do ângulo de visão que pode ser observado do céu). O número corresponde a um quinto de todo o céu, que tem aproximadamente 41 mil graus quadrados.

O objetivo é desvendar as propriedades da energia escura – apontada como uma das influências para a expansão acelerada do universo, mas ainda considerada um mistério – e coletar dados que possam contribuir para os estudos astronômicos, como a distância entre galáxias.

A estação de observação está sendo construído na Serra de Javalambre, na província de Aragão, na Espanha. A previsão é de que as instalações do J-PAS estejam em pleno funcionamento até 2014. O trabalho de mapeamento deve durar de cinco a seis anos.

Com investimento total de 30 milhões de euros, o projeto prevê um mapeamento superior aos anteriores, como o Sloan Digital Sky Survey (SDSS), que até o momento proporcionou a maior imagem do universo com mapas tridimensionais.

O J-PAS pretende ainda traçar um mapa da distribuição de massa no universo, detectar estrelas supernovas e asteroides no sistema solar, além de encontrar subsídios para discutir se a melhor descrição para a gravitação ainda vem da Teoria da Relatividade, de Albert Einstein.

Participação brasileira
O Brasil vai participar com a construção da câmera e do telescópio para capturar as imagens. A câmera está sendo desenvolvida com um mosaico de 14 sensores CCDs (que é semelhante aos utilizados em máquinas digitais, para medir a quantidade de luz). As imagens serão captadas por 56 diferentes filtros (o SDSS contava apenas com cinco), proporcionando alto nível de precisão.

Redação: Fátima Pires