Primeiro paraquedista a saltar sem instrumentos
Quarta-feira, 7 de julho de 1926
Em 1961, o capitão Agenor de Souza saltou de paraquedas sem o uso de instrumentos como altímetro e cronômetro

O capitão Agenor de Souza entra para o RankBrasil em 2005. Em 1961, ao ser tenente, foi protagonista de um feito memorável para paraquedismo do país.
A bordo de C-47, voando a 14,2 mil pés, sobre Nova Iguaçu – RJ, o recordista, agachado junto à porta aberta, aguardava o melhor momento para se lançar com seu paraquedas B-12 (modelo T-7, adaptado para o salto livre).
Seu equipamento continha absolutamente o necessário e ele não levava aparelhos de grande ajuda, como altímetro e cronômetro.
No momento preciso, saída perfeita (posição anjo, depois rã), começou a queda do salto conhecida internacionalmente por HALO (HIGH ALTITUDE – LOW OPENING – AABA).
Do avião até o comando de abertura do velame, o registro oficial indicava queda livre de 13 mil pés – 4.300m, com abertura após 65 segundos aos 600 pés – 198m.
Na aterrissagem, também perfeita, euforia do desafiante e dos que estavam no solo e puderam acompanhar o sucesso. O tenente Souza acabara de escrever o seu nome na história do paraquedismo.
Em particular, o recordista imaginou poder ultrapassar marcas de paraquedistas americanos e franceses que se destacavam, para isso, empreendeu cuidadosa preparação até chegar o dia do grande desafio, que foi conquistado.
Natural da cidade de Quixeramobim - CE, em 7 de julho de 1926, incorporou-se no exército, através do 23º Batalhão de Caçadores. Atualmente, com 79 anos, o tenente está na reserva.
Cursos e atuação
O tenente servia no núcleo da Divisão AeroTerrestre, onde, além dos normais cursos Básico (1958) e de Mestre de Saltos (1959), concluiu ainda o de Comandos e o primeiro de Operações Especiais (1960).
Ele passou a integrar a equipe de oficiais, sargentos e também civis paraquedistas, conhecida como Ícaros Modernos. O objetivo daquele grupo era não só desportivo, mas visava ainda incentivar e difundir o paraquedismo em todo o país.
Redação: Aline F. Cardoso
Revisão: Fátima Pires