Primeiro celular comercializado no Brasil

Conhecido como ‘tijolão’, aparelho começou a ser vendido no país na década de 90, inicialmente no Rio de Janeiro e depois em São Paulo

09/09/2012
51693 Acessos
Imprimir
Primeiro celular comercializado no Brasil
O aparelho Motorola PT-550, que ficou conhecido como ‘tijolão’, foi o primeiro celular vendido no Brasil.

Comercializado na década de 90, seu lançamento aconteceu inicialmente no Rio de Janeiro e depois em São Paulo. Além da mobilidade, o que o diferenciava de um telefone comum era a agenda integrada e o fato de identificar ligações.

Em cores cinza escuro ou claro, o PT-550 media 22,8 centímetros de altura e pesava 348 gramas. O visor mostrava sete números na cor verde e algumas mensagens do sistema em verde ou vermelho. A bateria permita até duas horas de ligação e 15 horas em stand-by.

O aparelho tinha 12 botões padrões de números e sinais, e outros 10 botões, sendo oito logo abaixo dos números, com funções como ligar, desligar e rediscagem, e dois na lateral, para controlar o volume. Nos EUA, o celular era comercializado entre U$2,495 e U$3,495 e no Brasil, entre 500 e 750 cruzados, mais 350 ou 400 cruzados para a linha.

O PT-550 tinha o nome original Motorola MicroTAC 9800X e o aparelho fazia parte da linha de celulares analógicos lançada em 1989. Umas das inovações era a peça chamada ‘flip’, que protegia o teclado quando o celular estava fechado e cobria a boca do usuário no momento em que era utilizado.

Com a evolução tecnológica, os aparelhos ficaram menores, mais leves e com recursos inimagináveis na época dos primeiros equipamentos lançados. Atualmente, os mais modernos tiram fotos em alta resolução, acessam a internet, têm TV digital, GPS, entre outros serviços.

O celular também é um dos meios de comunicação que mais se popularizou no país. Em julho de 2012, de acordo com informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil chegou à marca de 256,41 milhões de linhas ativas de celulares. As empresas que atuam na telefonia móvel são a TIM, Claro, CTBC Telecom, Oi, Vivo, Sercomtel e Nextel.

No mundo
Em 1888, o físico alemão Heinrich Hertz (que deu o nome à unidade de medida de frequência ‘Hertz’) transmitiu pela primeira vez códigos sonoros pelo ar, possibilitando o desenvolvimento dos rádio transmissores e da primeira ligação telefônica intercontinental em 1914.

No ano de 1940 foi criado um sistema de comunicação à distância que permitiu a mudança de canais de frequência, evitando interceptações no sinal. Em 1947, a empresa norte-americana Bell utilizou a tecnologia e desenvolveu um sistema telefônico interligado por várias antenas, batizadas de ‘células’, gerando posteriormente o nome do aparelho.

Pioneira no mundo, em 1956 a Ericsson uniu todas as tecnologias anteriormente desenvolvidas e criou o celular, chamado Ericsson MTA (Mobilie Telephony A). Pesando quase 40 quilos, o aparelho só era móvel se fosse levado em um carro.

Em abril do ano de 1973, a Motorola aprimorou a técnica e lançou o Motorola Dynatac 8000X, verdadeiramente portátil para a época. O aparelho tinha 25cm de comprimento e 7cm de largura, pesava um quilo e possuía uma bateria que durava 20 minutos.

Cinco gerações de celulares
Os aparelhos celulares já passaram por várias gerações, desde os primeiros que foram lançados no mundo. A primeira geração ou 1G foi a fase analógica, que dominou o mercado no início dos anos 80. Depois veio a fase 2G – o início da era digital – no final dos anos 80 e início dos anos 90. Neste período também surgiram os chips, chamados GSM.

A segunda geração e meia (2,5G) trouxe uma versão aprimorada da 2G, com melhor transmissão de dados. A 3G, atual geração de celulares em grande parte do mundo, começou a operar desde o final dos anos 90, possibilitando o acesso à internet, entre outras funções digitais mais avançadas.

Uma evolução da 3G, a 3,5G trouxe maior velocidade de conexão, aproximando da velocidade da internet banda larga convencional. Por fim, atualmente está em desenvolvimento a quarta geração (4G) de telefonia móvel, com a promessa de uma velocidade muito superior do que já existe na transmissão de dados via internet.


Fontes: Techtudo Curiosidades, Wikipédia, Economia IG e UOL Tecnologia
Redação: Fátima Pires