Primeira linha telegráfica do Brasil
Recorde é da ligação que ocorreu entre o Palácio Imperial e o Quartel General do Exército, no Rio de Janeiro, com 4,3 mil metros de extensão
A Primeira linha telegráfica do Brasil foi inaugurada oficialmente em 11 de maio de 1852, por determinação do imperador D. Pedro II.O sistema de comunicação era subterrâneo, tinha 4,3 mil metros de extensão e ligava o Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista e o Quartel General do Exército no Campo de Santana, no Rio de Janeiro.
A nova técnica fez parte de um projeto político e econômico, que tinha por objetivo o desenvolvimento e modernização do país, porém, as primeiras linhas telegráficas eram inteiramente relacionadas a interesses do Estado Monárquico.Com o fortalecimento da necessidade de integração, o sistema foi ampliado, passando a constituir uma pequena rede, incluindo o quartel-general, o morro do Castelo, o quartel de permanentes e os arsenais de Guerra e da Marinha.
Mais tarde, devido à importância do serviço, surgiram os telégrafos elétricos e essa forma de comunicação foi adaptada e aprimorada por diferentes pesquisadores, alcançando maior difusão no final do século XIX.
Utilização
Telégrafo é um sistema de comunicação que tinha como objetivo transmitir mensagens de um ponto para o outro, através de grandes distâncias. Antes da invenção do telefone, foi muito utilizado por governos e corporações militares, devido à forma confiável e segura de transmissão de dados.Atualmente, o aparelho só pode ser encontrado nos museus da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ou em acervos de colecionadores particulares.
Telégrafo sem fio
A criação do telégrafo sem fio está relacionada aos experimentos do físico alemão Heinrich Rudolf Hertz. Ele demonstrou a existência da radiação eletromagnética, criando aparelhos emissores e detectores de ondas de rádio, que mais tarde também serviu para o invento do rádio e da televisão.
Fontes: Museu do Futuro, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Ministério das Comunicações e Wikipédia.
Redação: Fátima Pires