Graça Foster pode ser a primeira mulher a presidir a Petrobras

A indicação foi feita pelo Conselho de Administração da companhia, que é presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A engenheira também foi a primeira mulher a assumir um cargo de diretoria na estatal

24/01/2012 13:00:00
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Graça Foster pode ser a primeira mulher a presidir a Petrobras
A engenheira Maria das Graças Silva Foster, 58, pode ser a primeira mulher a presidir a Petrobrás, considerada a maior empresa do país, em substituição a José Sergio Gabrielli.

A indicação foi feita pelo Conselho de Administração da Petrobras, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O nome da engenheira deverá ser apreciado pelos membros do conselho, em reunião marcada para 09 de fevereiro.

Graça Foster nasceu em Caratinga – MG, em 1953 e fez carreira na Petrobrás, entrando como estagiária em 1978. O primeiro cargo como funcionária foi como engenheira de perfuração.

Entre 2003 e 2005, ela foi secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Desde setembro de 2007 está na diretoria de Gás e Energia da Petrobras, sendo também a primeira mulher a assumir um cargo de diretoria na estatal.

Amiga de Dilma Rousseff, Graça Foster já foi cotada para o cargo de ministra-chefe da Casa Civil e tem um estilo gerencial parecido com o da presidente da República: é exigente, determinada e tem fama de brava.

Se o seu nome for confirmado pelos membros do Conselho Administrativo, a principal meta da nova presidente será o aumento da produção de petróleo, que está praticamente estagnada nos últimos anos.

Currículo
Graça Foster é formada em Engenharia Química pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tem mestrado em Engenharia Química e pós-graduação em Engenharia Nuclear, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ), e MBA em Economia, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ).

Reconhecimento
A indicada para a presidência da Petrobras está entre as 15 melhores gestoras do Brasil em 2011, de acordo com pesquisa realizada pelo jornal Valor Econômico, em parceria com a empresa de seleção de executivos Egon Zehnder.

Em 2010, ela também foi eleita pelo jornal internacional de negócios Financial Times, uma das 50 executivas mais influentes do mundo. No mesmo ano, foi nomeada a diretora executiva mais poderosa da América Latina, em ranking elaborado pela revista América Economia.


Redação: Fátima Pires