Primeiro banco comunitário do país

Recorde é do Banco Palmas, que foi criado em janeiro de 1998, no Conjunto Palmeira, um bairro popular na periferia de Fortaleza – CE

30/01/2013
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Primeiro banco comunitário do país
Banco recordista foi implantado no Conjunto Palmeira, que fica em Fortaleza - Image: divulgação
O Banco Palmas entra para o RankBrasil em 2013 por ter sido o Primeiro banco comunitário do país. Criado em janeiro de 1998, pela Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira (ASMOCONP), está situado na periferia de Fortaleza – CE.

Desde sua inauguração, a missão é implantar programas e projetos de trabalho e geração de renda, na perspectiva de superação da pobreza urbana.

Baseado nos princípios e valores da economia solidária, o banco recordista foi fundado como uma estratégia para enfrentar o desemprego, melhorando a vida da comunidade.

Desta forma, o objetivo principal é garantir microcréditos para produção e consumo local, com taxas de juros mínimos e sem requisitos para inscrição, comprovante de renda, ou fiador: a confiabilidade de quem empresta dinheiro é garantida por seus vizinhos.



Instituto e moeda ‘palmas’
No ano de 2000, o Banco Palmas criou a moeda social ‘palmas’, que circula no comércio local. Em 2003, ASMOCONP também fundou o Instituto Palmas de Desenvolvimento e Socioeconomia Solidária, que é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

O Instituto tem por finalidade fazer a gestão do conhecimento e difusão das práticas de economia solidária do Banco Palmas. O foco das ações está voltado para a implantação de sistemas econômicos alternativos, na perspectiva de inclusão social.

Conjunto Palmeira
O Conjunto Palmeira é uma favela com mais de 30 mil habitantes. Os primeiros moradores chegaram em 1973, vindos de despejos realizados na região litorânea da cidade. Eles foram construindo seus barracos, sem nenhuma infraestrutura. A partir de 1981, com a fundação da ASMOCONP, teve início o processo de organização das famílias.

BCDs e moeda social
Até 2008, o Brasil já tinha 34 Bancos Comunitários de Desenvolvimento (BCDs). Em março de 2011, o número passou para 52 e em novembro de 2012, aumentou para 81 bancos. Todos os estabelecimentos possuem estrutura semelhante ao Banco Palmas e o objetivo de melhorar a vida em localidades carentes.

A moeda social, também chamada de moeda local, complementa o ‘real’, sistema monetário oficial no Brasil. Criada por cada BCDs, esta moeda alternativa circula somente dentro da região em questão, ampliando o poder de comercialização e aumentando a riqueza da comunidade.


Fontes: Estadão, Banco Palmas, Wikipédia e Portal do Planalto
Redação: Fátima Pires