Maior número de participação em bancas examinadoras

Com um total de 59, recorde junto ao RankBrasil pertence ao professor universitário Bruno Gomes Pereira

25/08/2016
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Maior número de participação em bancas examinadoras
Bruno participou de 59 bancas de graduação, especialização e de outras atividades avaliativas / Foto: Arquivo recordista
O professor universitário Bruno Gomes Pereira entra novamente para o RankBrasil em 2016, desta vez pelo recorde de Maior número de participação em bancas examinadoras. Entre dezembro de 2012 e janeiro de 2014, ele compôs 24 bancas de graduação, 24 de especialização e 11 de outras atividades avaliativas, totalizando 59.

Residindo atualmente em Rondon do Pará (PA), sua cidade natal, o recordista é graduado em Língua Portuguesa, tem especialização em Linguística Aplicada, e mestrado e doutorado em Ensino de Língua e Literatura, com ênfase em Estudos Linguísticos.

Das bancas que avaliou estão cursos de graduação em Letras, Língua Portuguesa e Literatura; Letras Português; Letras Inglês; Letras com habilitação em Inglês e Português e suas respectivas Literaturas; e Pedagogia. O paraense também examinou projetos de conclusão de especializações em Psicopedagogia, Psicologia e Treinamento Desportivo.

Bruno ainda atuou na análise de resumos de congresso locais, regionais, nacionais e internacionais, e de contagem de carga horária extracurricular para a integralização dos cursos de Educação Física e Ciências Naturais com habilitação em Biologia. Além disso, participou da avaliação de processos seletivos simplificado para a escolha de monitoria e estagiário na área da Linguagem.

Segundo o professor, a conquista de mais um recorde junto ao RankBrasil é motivo de alegria dupla: “É a prova de que os sonhos realmente existem e que devemos mesmo sonhar”, afirma. “Às vezes não acredito ter conquistado tanta coisa, tão jovem. Deus sempre me deu mais do que pedi”, completa.

Quanto chega a alguns lugares e escuta a frase ‘Eu quero ser como você quando crescer’, primeiro o paraense brinca e manda ver novelas mexicanas e assistir Xuxa (por ser fã da apresentadora). “Depois falo sério com os alunos, dizendo que devem estudar aquilo que gostam, fazer o curso que gostam e do jeito que gostam, correndo atrás de seus objetivos sem medo de algo dar errado”.

Para os estudantes de graduação e especialização que estão preparando o projeto final, o professor dá a dica: “Estudar, estudar e estudar”. De acordo com o recordista, é preciso ler muito e quando o trabalho vai para a banca deve estar bem feito, com todas as suas partes articuladas.

Desafios, critérios e curiosidades
Conforme o paraense, o professor examinador tem que conhecer o assunto para poder contribuir com o trabalho que está sendo avaliado, e a intenção não é ‘detonar’ o projeto. “Acho ridículo expor as fraquezas do aluno na banca”, diz. Ele acredita que a universidade tem o papel de ajudar na pesquisa, para que a investigação melhore e consiga dar retornos mais concretos à comunidade.

Bruno comenta que existem critérios textuais na avaliação que devem ser considerados, como concordância, regência, pontuação, coesão, etc. “Mas o que prefiro utilizar mais comumente é a qualidade da pesquisa em si. Prefiro apresentar possibilidades que possam ajudar a pesquisa a ser desenvolvida. Sou desses que sugere leituras e digo onde o aluno poderia melhorar seu texto”, revela.

Nas bancas que atuou, o recordista presenciou algumas situações curiosas e engraçadas. “Por diversas vezes, principalmente quando visito cidades onde ninguém me conhece, os alunos ficam perguntando onde está o professor. Segundo eles, tenho cara de criança e não de doutor. Acabo rindo junto”.

Outro recorde
Bruno também possui o recorde junto ao RankBrasil de Mais jovem professor universitário. Ele começou a lecionar na Universidade do Estado do Pará (UEPA) em fevereiro de 2012, aos 23 anos e sete meses. O paraense também atuou como docente da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e agora está de volta na UEPA.

Algumas citações na mídia:
News Rondônia
Itpac