Primeira mulher a conquistar o cargo de presidente do Brasil

Candidata eleita muda a história dos governantes do país e entra para o RankBrasil

05/11/2010
9512 Acessos
Imprimir
Primeira mulher a conquistar o cargo de presidente do Brasil
Dilma foi escolhida por mais de 55,7 milhões de brasileiros - Imagem: divulgação
A candidata eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Dilma Vana Rousseff, entra para o RankBrasil como a primeira mulher a conquistar o cargo de presidente do Brasil. Ela foi escolhida por mais de 55,7 milhões de brasileiros, o que representa 56,05% dos votos. A política assumiu a presidência em 1º de janeiro de 2011.

Dilma nasceu em Belo Horizonte, em 14 de dezembro de 1947 e em seu currículo, um exemplo de força e coragem: guerrilheira presa, torturada e mantida na cadeia durante três anos pela ditadura militar. Ela integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime e ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

A presidente eleita, que é economista, exerceu os cargos de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre, secretária estadual de Minas e Energia, ministra de Minas e Energia e ministra-chefe da Casa Civil. Dilma Rousseff foi incluída entre os 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009, pela Revista Época.

Discurso como presidente eleita
Depois dos resultados da eleição, em 31 de outubro, Dilma realizou seu primeiro discurso como presidente eleita. Ela registrou o primeiro compromisso, de honrar as mulheres brasileiras, destacando a igualdade de oportunidades para homens e mulheres como um princípio essencial da democracia.

Dilma falou que vai valorizar a democracia em toda sua dimensão, que vai zelar pela liberdade de imprensa e trabalhar pela erradicação da miséria. “Todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa”, destacou. Afirmou ainda que será presidente “de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, crença e orientação política”.



Pais de Dilma
Dilma é filha do advogado e empreendedor búlgaro, naturalizado brasileiro, Pedro Rousseff e da dona de casa Dilma Jane Silva. Seu pai, que manteve estreita amizade com a poetisa búlgara Elisaveta Bagriana, foi filiado ao Partido Comunista da Bulgária e frequentava os círculos literários nos anos 1920.

No final da década de 1930, Pedro chegou ao Brasil, já viúvo. Em uma viagem a Uberaba conheceu Dilma Jane Silva, professora, criada no interior de Minas Gerais. Eles se casaram e tiveram três filhos: Igor, Zana Lúcia (morta em 1976) e a presidente eleita, Dilma Vana.

Vida pessoal
O jornalista mineiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares foi o primeiro marido de Dilma Rousseff. No fim de 1970, Dilma e Cláudio se divorciaram. Dilma resolveu reconstruir sua vida no Rio Grande do Sul, rumando para Porto Alegre, onde conheceu seu futuro marido, o ex-guerrilheiro e ex-deputado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem teve sua única filha, Paula, nascida em 1976.

Preso em São Paulo, Araújo foi transferido para seu estado natal, para completar a pena. Dilma deu aulas a presidiários para ver o marido. Carlos Araújo e Dilma se separaram em 1994, mas em 1996 se reconciliaram. Porém, em 2000, Dilma e Araújo se divorciaram.

Dilma havia passado a usar o sobrenome Linhares, após seu casamento com Cláudio Galeno, em 1967. A separação se deu quando estavam na clandestinidade e o divórcio amigável ocorreu apenas em 1981.

Dilma, contudo, continuou usando o sobrenome do primeiro marido socialmente até 1999, mesmo usando oficialmente Araújo do segundo marido. Após seu segundo divórcio, parou de se apresentar como Linhares e retirou o Araújo, voltando a usar seu nome de solteira, Dilma Vana Rousseff.


Redação: Fátima Pires
Fonte: sites de divulgação