Primeira unidade de conservação marinha

Recorde é da Reserva do Atol das Rocas, que foi criada em 05 de junho de 1979. ReBio tem enorme importância por sua alta produtividade biológica

07/02/2013
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Primeira unidade de conservação marinha
Reserva é o único atol do Oceano Atlântico Sul - Imagem: divulgação
A Primeira unidade de conservação marinha do país, que entra para o RankBrasil, é a Reserva Biológica do Atol das Rocas (ReBio), criada em 05 de junho de 1979, pelo decreto de lei número 83.549.

Situa-se a 269,5 quilômetros de Natal – RN e a 148 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha – PE. A reserva abrange duas ilhas – a do Farol e a do Cemitério – sendo o único atol (ilha de coral em forma de anel) do Oceano Atlântico Sul.

Com 7,2km² de superfície e 3,2km de diâmetro, é um recife composto por esqueletos calcários de algas, corais e moluscos. A área da reserva é de 360 km², incluindo o atol e toda a área marinha em volta, até a profundidade média de mil metros.

A ReBio tem uma enorme importância por sua alta produtividade biológica, sendo uma área de reprodução, alimentação e abrigo para diversos animais. No ano de 2001, a reserva recebeu da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o reconhecimento de Sítio do Patrimônio Mundial Natural.

Lugar isolado do público em geral, a unidade de conservação recebe apenas cientistas em suas expedições para pesquisas diversas. Para se chegar até Atol das Rocas, é necessário pegar um barco na cidade de Natal e viajar por um dia inteiro.



Aves marinhas
Na ReBio está a maior colônia de aves marinhas do país: cerca de 150 mil aves vivem no local, entre espécies reprodutoras, migratórias e visitantes esporádicas. Além disso, por possuir uma laguna considerada rasa, o atol é um ótimo lugar para a alimentação dessas espécies.

Espécies aquáticas
A reserva abriga também muitas espécies aquáticas. Por se tratar de uma montanha isolada, próxima de mares profundos e afastados da costa, é ideal para peixes de todos os tamanhos, moluscos, algas, crustáceos e tartarugas. No local já foram identificadas quase 150 espécies de peixes, 100 de algas, 44 de moluscos, 34 de esponjas, sete espécies de coral e duas espécies de tartarugas.

Reprodução de tartarugas
O atol é a segunda maior área de reprodução da tartaruga-verde (Chelonia mydas) do país, depois da ilha de Trindade, no Espírito Santo. A ReBio também abriga a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), que utiliza essas águas para abrigo e alimentação.

Durante a reprodução, entre dezembro e julho, são registradas em média 400 desovas, gerando aproximadamente 35 mil filhotes. As águas cristalinas do interior do atol formam verdadeiras piscinas naturais, que facilitam o trabalho de monitoramento das tartarugas marinhas através do mergulho.

Preservação da biodiversidade
Para proteger a região, é realizado o projeto Operacionalização da Base Científica da Reserva Biológica do Atol das Rocas. Entre os objetivos está a manutenção das equipes de pesquisa e de patrulhamento, garantindo a preservação da biodiversidade local.

Atol das Rocas em livro
Lançado em 18 de julho de 2012, o livro ‘Atol das Rocas’ traz a história da reserva marinha. São 10 anos de registros realizados pelas fotógrafas especialistas em imagens submarinas, Zaira Matheus e Marta Granville, com contribuição da bióloga e consultora Alice Grossman.


Fontes: Estadão, Portal Brasil, Ibama e Wikipédia
Redação: Fátima Pires