Maior ponte feita com garrafas pet

Com 150 metros de comprimento, construção foi realizada sobre o Açude Velho, principal cartão postal da cidade de Campina Grande - PB

25/05/2012
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Maior ponte feita com garrafas pet
Imagem: divulgação
O artista plástico Jarrier Alves, com o apoio de voluntários, criou a Maior ponte feita com garrafas pet do país, que teve travessia aberta temporariamente.

Com 150 metros de comprimento, a obra foi instalada no principal cartão postal da cidade de Campina Grande – PB: o Açude Velho, construído há mais de 180 anos.

Foram utilizadas oito mil garrafas plásticas de dois litros, além de outros materiais recicláveis, retirados do lixo. A ponte liga duas margens do açude, do Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca) à Casa da Cidadania, na Avenida Doutor Severino Cruz.

Intervenção artística de cunho ecológico, a ideia inusitada teve por objetivo chamar a atenção da população para o problema da poluição do meio ambiente.

A instalação da obra teve a inspeção do Conselho Regional de Engenharia (CREA). Para ser viabilizado, o projeto foi financiado pelo Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos (FIC), um programa do governo estadual.

O material utilizado para a construção da ponte foi arrecadado com a ajuda de alunos de escolas públicas, catadores e empresa de reciclagem. O artista Jarrier Alves nasceu em Brasília – DF, mas atualmente reside em João Pessoa – PB.

Aventura temporária
A estrutura começou a ser instalada em 18 de maio de 2012, com o trabalho concluído no dia 19. Até o dia 20, moradores da cidade e visitantes puderam participar da aventura temporária.

O curto prazo foi recomendado pelo CREA, devido ao tempo de utilidade das garrafas pet, para não haver risco da construção afundar. O Corpo de Bombeiros acompanhou as travessias, monitorando as visitas e dando suporte com coletes salva-vidas.

Após a exibição da ponte, o material tem destino certo: as garrafas serão devolvidas aos catadores, as madeiras usadas no suporte vão para oficinas de xilogravura e as grades deverão ser reutilizadas em oficinas de escultura.


Fontes: G1, TV Brasil e Guia Campina Grande
Redação: Fátima Pires