Primeira linha telegráfica do Brasil

Recorde é da ligação que ocorreu entre o Palácio Imperial e o Quartel General do Exército, no Rio de Janeiro, com 4,3 mil metros de extensão

22/02/2012 13:00:00
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Primeira linha telegráfica do Brasil
A Primeira linha telegráfica do Brasil foi inaugurada oficialmente em 11 de maio de 1852, por determinação do imperador D. Pedro II.

O sistema de comunicação era subterrâneo, tinha 4,3 mil metros de extensão e ligava o Palácio Imperial da Quinta da Boa Vista e o Quartel General do Exército no Campo de Santana, no Rio de Janeiro.

A nova técnica fez parte de um projeto político e econômico, que tinha por objetivo o desenvolvimento e modernização do país, porém, as primeiras linhas telegráficas eram inteiramente relacionadas a interesses do Estado Monárquico.

Com o fortalecimento da necessidade de integração, o sistema foi ampliado, passando a constituir uma pequena rede, incluindo o quartel-general, o morro do Castelo, o quartel de permanentes e os arsenais de Guerra e da Marinha.

Mais tarde, devido à importância do serviço, surgiram os telégrafos elétricos e essa forma de comunicação foi adaptada e aprimorada por diferentes pesquisadores, alcançando maior difusão no final do século XIX.

Utilização
Telégrafo é um sistema de comunicação que tinha como objetivo transmitir mensagens de um ponto para o outro, através de grandes distâncias. Antes da invenção do telefone, foi muito utilizado por governos e corporações militares, devido à forma confiável e segura de transmissão de dados.

Atualmente, o aparelho só pode ser encontrado nos museus da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ou em acervos de colecionadores particulares.

Telégrafo sem fio
A criação do telégrafo sem fio está relacionada aos experimentos do físico alemão Heinrich Rudolf Hertz. Ele demonstrou a existência da radiação eletromagnética, criando aparelhos emissores e detectores de ondas de rádio, que mais tarde também serviu para o invento do rádio e da televisão.


Fontes: Museu do Futuro, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Ministério das Comunicações e Wikipédia.
Redação: Fátima Pires