O jovem Miguel Rosa dos Santos, natural de Presidente Prudente, São Paulo, nasceu em 25 de março de 2015 e conquistou reconhecimento do RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiros pelo título de Mais Jovem Brasileiro a Catalogar Exoplanetas.Apaixonado pela astronomia desde a infância, Miguel relatou a catalogação de 268 exoplanetas, associada ao projeto Detetives da Galáxia. A atividade envolve a análise de dados astronômicos, especialmente curvas de luz de estrelas distantes, em busca de sinais que possam indicar a presença de planetas fora do Sistema Solar.
Entre suas conquistas científicas, Miguel considera a catalogação de exoplanetas a mais desafiadora. Segundo ele, o trabalho exige concentração, paciência e raciocínio lógico, pois pequenas alterações na luminosidade de uma estrela podem representar indícios da passagem de um planeta.A experiência de catalogar seu primeiro exoplaneta foi inesquecível. Miguel conta que imaginou como seria aquele mundo distante, se teria oceanos, montanhas ou até condições para abrigar vida. Emocionado, abraçou Dino, seu dinossauro astronauta, e comemorou: “Conseguimos, amigo!”.
O interesse pela ciência também faz parte de sua rotina. Miguel dedica aproximadamente 10 a 15 horas semanais aos estudos, conciliando astronomia, matemática, robótica e programação com as atividades escolares e brincadeiras.Com apoio dos pais, especialmente da mãe, que o ajuda a organizar os estudos e buscar oportunidades, o jovem participa de iniciativas científicas e educacionais. Também destaca o incentivo recebido de professores, instituições e profissionais ligados à ciência e à tecnologia.
Miguel, que se identifica como uma criança autista com altas habilidades, deseja contribuir para uma educação científica mais inclusiva. Seu sonho é estudar Engenharia Aeroespacial no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), desenvolver foguetes e satélites e participar do avanço da tecnologia espacial brasileira.Ao falar com outras crianças, deixa uma mensagem: “Nunca deixem de fazer perguntas. A curiosidade é o começo da ciência”.
Sua trajetória demonstra como o incentivo familiar, a curiosidade e o acesso ao conhecimento podem abrir caminhos para a participação de crianças brasileiras em projetos científicos.