Primeira utilização da urna biométrica

Projeto experimental aconteceu nas cidades de Colorado do Oeste – RO, Fátima do Sul – MS e São João Batista – SC

04/10/2012
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Primeira utilização da urna biométrica
Foto: RankBrasil
A primeira utilização da biometria no processo eleitoral do Brasil aconteceu nas eleições municipais de 2008, nas cidades de Colorado do Oeste – RO, Fátima do Sul – MS e São João Batista – SC, com mais de 40,7 mil eleitores recadastrados.

As localidades foram escolhidas por se encaixarem nos critérios estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para implantar o sistema, principalmente por contarem com aproximadamente 15 mil eleitores e serem sedes de zonas eleitorais.

Devido ao sucesso da revisão biométrica no projeto experimental, a Justiça Eleitoral decidiu dar continuidade ao sistema em 2010. Naquele ano, aproximadamente 1,1 milhão de eleitores de 60 municípios e de 23 estados brasileiros foram identificados pelas impressões digitais.

Já a segunda etapa do processo começou em 2011, com conclusão em abril de 2012. Nesta fase, 7,7 milhões de eleitores, de 299 municípios, de 24 estados se recadastraram. A biometria nas eleições já é uma realidade em todas as cidades de Alagoas e de Sergipe, nas capitais Curitiba – PR, Porto Velho – RO e Goiânia – GO, entre outras localidades.

O projeto foi implantado em 2007 e até 2012, apenas os estados do Amazonas e de Roraima, além do Distrito Federal, ainda não iniciaram o recadastramento dos eleitores para o uso da biometria. A expectativa do TSE é de que até 2018 todos os eleitores brasileiros possam votar através das impressões digitais, nas chamadas urnas biométricas.

Voto biométrico
O novo sistema coleta as impressões digitais, dados pessoais e fotografia, praticamente eliminando a possibilidade de um cidadão votar por outro, pois o leitor biométrico é acoplado à urna eletrônica. Desta forma, o eleitor só poderá participar do processo de votação após a identificação biométrica, ou seja, depois do reconhecimento de suas impressões digitais (previamente cadastradas).

Importância além das eleições
No Brasil, o sistema biométrico já é utilizado na emissão de passaportes, carteiras de identidade e no cadastro das Polícias Civil e Federal. Além disto, muitas empresas adotam a biometria para controlar o acesso de funcionários ou clientes.

Com o recadastramento para as eleições, o Brasil poderá criar o maior banco de dados de imagens de impressão digital existente no mundo. Os dados obtidos pela Justiça Eleitoral vão auxiliar na implantação do Registro de Identificação Civil (RIC), o número único que identificará cada brasileiro para identidade, carteira de motorista, passaporte e outros documentos.

O nome ‘biometria’
A palavra biometria vem do grego: bios (vida) e metron (medida). Significa um método automático de reconhecimento individual baseado em medidas biológicas (anatômicas e fisiológicas) e características comportamentais, que traz diferenças até mesmo entre gêmeos idênticos.


Fontes: TSE
Redação: Fátima Pires