Glaucoma representa a maior causa de cegueira irreversível do mundo

Pelo menos um milhão de brasileiros são atingidos pela doença, dos quais mais da metade desconhecem possuir o problema. O diagnóstico precoce pode controlar o glaucoma, que só se manifesta em estado avançado

28/05/2012 10:00:00
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Glaucoma representa a maior causa de cegueira irreversível do mundo
O glaucoma é a maior causa de cegueira irreversível do mundo. No Brasil existe pelo menos um milhão de brasileiros com a doença, dos quais mais da metade (635 mil) desconhecem possuir o problema.

Para alertar sobre esse mal da visão foi criado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, data celebrada no último sábado (26). A doença é resultado de um dano no nervo óptico, causado em grande parte dos casos pelo aumento da pressão intraocular.

O glaucoma não apresenta sintomas na sua fase inicial, sendo uma doença silenciosa e traiçoeira. Muitas pessoas só desconfiam que há algo errado quando percebem a perda da visão periférica, o que se manifesta em seu estado já avançado.

A sensação é como se a pessoa enxergasse por dentro de um tubo, porque ao redor tudo está preto e só é possível ver o que está à frente, através da visão central. Por este motivo é importante a prevenção, que é feita de forma simples, através de consulta com um oftalmologista uma vez por ano.

No mundo
Até 2020, a Organização Mundial da Saúde prevê um crescimento mundial de indivíduos com glaucoma de 60 milhões para 80 milhões, números que mostram a importância dos cuidados com a visão.

Fatores de risco
A doença pode ocorrer em pessoas de todas as idades e raças, mas a probabilidade é maior em pessoas com mais de 45 anos, pacientes que possuem antecedentes familiares de glaucoma, descendência negra, indivíduos com diabetes, miopia e outras doenças oculares.

Evitando a cegueira
O glaucoma não tem cura, mas com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, o paciente pode retardar a perda da visão periférica, controlando a doença e evitando a cegueira. Os tratamentos podem ser feitos com comprimidos, colírio, lasers ou cirurgias.

Redação: Fátima Pires

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