Mais Jovem Professor de Pós-Graduação do Brasil
Aos 24 anos e 7 meses, Breno das Neves Silva de Holanda iniciou como professor de pós-graduação em BIM, em Recife/PE, no dia 10 de abril de 2026.
Fotos: Breno das Neves Silva de Holanda
O pernambucano Breno das Neves Silva de Holanda, nascido em Recife/PE, entrou para o RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiros como o Mais Jovem Professor de Pós-Graduação do Brasil. O recorde foi reconhecido após a comprovação de que ele iniciou oficialmente sua atuação como professor de pós-graduação no dia 10 de abril de 2026, aos 24 anos e 7 meses e 13 dias.
Breno passou a lecionar na UNINASSAU, no curso de Especialização em BIM (Building
Information Modeling) Aplicado à Construção Civil, ministrando a disciplina Gestão de Modelos de Informação – Ambiente de Dados Comum (CDE). Sua atuação une tecnologia, ciência de dados e construção civil, em uma das áreas mais especializadas e estratégicas do setor.
Formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e pós-graduado em Ciência de Dados, Breno representa uma nova geração de profissionais que conectam dados, inovação e
educação. Sua trajetória começou muito antes da sala de aula da pós-graduação. Aos 23 anos, ele já havia iniciado sua atuação como professor universitário, experiência que antecedeu e fortaleceu o caminho até chegar à docência em nível de especialização. Apaixonado por tecnologia desde a infância, ele conta que o interesse surgiu através dos games, quando passou a ter curiosidade sobre como os jogos funcionavam por trás da tela e como os computadores eram montados e estruturados.
A oportunidade de atuar como professor de pós-graduação surgiu como reconhecimento
pelo desempenho de Breno durante sua trajetória acadêmica e profissional. Segundo ele, o convite veio após sua atuação como professor universitário nas áreas de Machine Learning e
Ciência de Dados, quando recebeu o chamado da coordenadora Ana Cláudia Monte para
lecionar na especialização.
Para Breno, o BIM vai muito além de um software de desenho em 3D. Sob a visão de um
cientista de dados, ele define a tecnologia como a transformação de uma edificação inteira em um banco de dados estruturado. Cada elemento do projeto, como parede, tubo ou viga, carrega informações e metadados que permitem análises, simulações, previsões e otimização de recursos antes mesmo do início da obra.
Dentro desse contexto, a disciplina ministrada por ele aborda o CDE, sigla para Ambiente
de Dados Comum. Breno explica que esse ambiente funciona como uma fonte única da
verdade em um projeto, centralizando informações, versões, fluxos de aprovação, integrações e segurança dos dados. Sem um CDE bem estruturado, as informações podem ficar desconectadas. Com ele, os envolvidos acessam dados precisos, rastreáveis e atualizados.
A especialização da área também reforça a importância do recorde. Segundo Breno, a
construção civil moderna gera um volume cada vez maior de informações, exigindo
profissionais capazes de compreender a governança de dados, integração de sistemas,
modelagem, automação e até aplicações de Machine Learning. É justamente nessa intersecção entre tecnologia e construção civil que ele construiu sua atuação.
Mas a conquista ganha ainda mais força por sua história de superação. Antes de se tornar
professor de pós-graduação em tecnologia, Breno trabalhou como faxineiro no Porto Digital, em Recife, um dos principais polos tecnológicos do Brasil. Ele começou nessa função em 2021, aos 19 anos, e permaneceu por cerca de um ano e meio, até novembro de 2022.
O trabalho foi essencial para custear seus estudos e ajudar no sustento da família. Breno
relata que o salário contribuía diretamente para manter o aluguel, as despesas com sua filha, a alimentação e o deslocamento para frequentar as aulas. A rotina exigia sacrifício: trabalho
pesado durante o dia, responsabilidades familiares e estudos que, muitas vezes, avançavam
até as 2h da manhã.
Em sua caminhada, também enfrentou momentos de incerteza. Um dos períodos mais
difíceis ocorreu quando a empresa de faxina perdeu o contrato e todos foram demitidos. Sem
emprego, Breno chegou a utilizar bicicletas compartilhadas e, depois, o suporte do VEM
estudantil para conseguir ir à faculdade. Mesmo diante das dificuldades, encontrou força no
desejo de oferecer um futuro melhor para a família.
A educação foi o ponto de virada. Breno destaca que, como jovem negro, de baixa renda,
nascido e criado na comunidade de Beberibe, em Recife, teve sua trajetória transformada por oportunidades de inclusão e pelo programa Embarque Digital, que abriu portas para sua entrada no mercado de tecnologia. Ele foi o primeiro da família a ingressar em uma universidade.
Receber a oportunidade de lecionar em uma pós-graduação aos 24 anos representou, para
ele, uma quebra de barreiras. Ao entrar pela primeira vez em sala como professor, Breno conta que sentiu um grande frio na barriga, mas logo se viu preparado para ocupar aquele espaço. Pela pouca idade, já foi confundido com aluno, situação que ele transforma em inspiração ao compartilhar sua história com os estudantes.O reconhecimento pelo RankBrasil - Livro dos Recordes Brasileirossimboliza mais do que uma marca individual. Para Breno, o recorde representa suas origens e pode servir de motivação para que outros jovens acreditem no próprio potencial. Sua conquista mostra que, por meio da educação, é possível reescrever a própria história e transformar realidades.
Entre seus próximos objetivos, Breno pretende conquistar o doutorado, continuar crescendo na área de dados e criar ferramentas tecnológicas capazes de impactar positivamente a vida da população.
Sua mensagem final resume a força de sua trajetória: “Acredite em você. A educação é o
código-fonte capaz de reprogramar qualquer destino”.
"Reconhecido pelo RankBrasil mediante rigor técnico e imparcial – única autoridade nacional de homologação de recordes desde 1999.”
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