Primeiro negro eleito presidente do STF

Ele tem se destacado no julgamento do ‘Mensalão’, considerado o mais importante caso do Supremo Tribunal Federal

16/10/2012
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Primeiro negro eleito presidente do STF
Joaquim Barbosa, que entra para o RankBrasil, fez história no país ao ser o primeiro negro eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em votação realizada no dia 10 de outubro de 2012.

Ele foi escolhido por todos os ministros para coordenar os trabalhos na Corte pelos próximos dois anos e assumiu a nova posição em 22 de novembro, após a aposentadoria do antigo presidente, o ministro Ayres Britto. Para a vice-presidência foi escalado o ministro Ricardo Lewandowski.

Nascido em Paracatu, interior de Minas Gerais, e com 58 anos de idade, Barbosa chegou ao STF em 2003 e depois de nove anos, atingiu o ponto máximo da carreira jurídica. O mineiro ganhou destaque como ministro-relator no caso que é considerado o mais importante do Tribunal: o julgamento do ‘Mensalão’.

O ministro é de família extremamente pobre. O pai era pedreiro e a mãe dona de casa. Aos 16 anos foi sozinho para Brasília – DF, arranjou emprego na gráfica do jornal Correio Braziliense e terminou o segundo grau, sempre estudando em colégio público.

Conseguiu se formar em direito pela Universidade de Brasília e na mesma instituição fez mestrado em Direito do Estado. Depois disto, Barbosa obteve aprovação para o cargo de procurador da República no Rio de Janeiro, atuando entre 1984 e 2003.

Barbosa também foi para a França, onde cursou novamente mestrado e também doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris. Em seu currículo, possui outros cursos complementares nos Estados Unidos, Inglaterra, Áustria e Alemanha, com fluência nos idiomas francês, inglês, alemão e espanhol.



Caso ‘Mensalão’
No julgamento do ‘Mensalão’, ministros do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) são acusados de corromper deputados em 2005. Desde a sua criação, em 1824, O TSF nunca havia condenado nenhum político.

Apesar de ter sido nomeado por Lula, Barbosa não está protegendo o ex-presidente e nem Dilma Rousseff. Nos relatórios, o ministro segue seus instintos e sua convicção como magistrado, condenando réus e mostrando que é digno do mais alto cargo no STF.

Destaque na mídia
Por sua atuação no caso ‘Mensalão’, Barbosa estampou capas de revistas e foi citado em veículos de comunicação de várias partes do mundo. No jornal The New York Times, dos Estados Unidos, ele apareceu como uma espécie de ‘herói político’ no julgamento.

Súbita popularidade
Com seu trabalho no STF, o ministro teve uma súbita popularidade entre o povo brasileiro, virando celebridade. Prova disto é que uma fábrica do Rio de Janeiro já informou que, no Carnaval de 2013, haverá máscaras de Barbosa à venda para os foliões.

Dores na coluna
Ao proferir seus votos no caso ‘Mensalão’, Barbosa se levanta de tempo em tempo, o que chama a atenção das pessoas quando aparece nas emissoras de TV. Ele sofre de fortes dores por conta de uma inflação na base da coluna e para tentar amenizar o problema fica ora sentado e ora em pé.

Outros cargos
Antes de ingressar no STF, Barbosa ocupou diversos cargos na administração federal. Além de procurador da República, foi chefe da consultoria jurídica do Ministério da Saúde, entre 1985 e 1988, e oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores, entre 1976 e 1979, chegando a servir na embaixada do Brasil na Finlândia.

Barbosa também é professor licenciado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e autor de dois livros na área de Direito: um sobre o funcionamento do Supremo, editado na França, e outro sobre o efeito de ações afirmativas, nos Estados Unidos.


Fontes: Portal Terra, BBC Brasil, Wikipédia e G1 Política
Redação: Fátima Pires