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Primeiro samba gravado no Brasil

Primeiro samba gravado no Brasil

Homologação: Quinta-feira, 20 de março de 2008

Conheça a letra do "Primeiro Samba Gravado no Brasil" a canção Pelo Telefone, dos autores Donga e Mauro de Almeida...


Primeiro samba gravado no Brasil

O RankBrasil homologou a música “Pelo Telefone” como o “Primeiro Samba Gravado no Brasil”, segundo registros da Biblioteca Nacional, criado no ano de 1916, pela dupla Ernesto Joaquim Maria dos Santos, o Donga e Mauro de Almeida.

A primeira composição classificada como samba, “Pelo Telefone” marcou a saída do maxixe para o samba e o início das canções carnavalescas, a partir da popularização do festejo o samba começa a se fixar como gênero musical.

A canção “Pelo Telefone” não ganhou notoriedade apenas por ser o “Primeiro Samba Gravado no Brasil”, mas por haver controvérsias sobre essa afirmação, se tornou também uma de nossas composições mais polêmicas.

Praticamente tudo que é relacionado ao samba é motivo de discussão, a autoria, ser o primeiro samba gravado, a letra, mas isso só contribuiu para adicionar em certo charme a canção.

A música “Pelo Telefone” apresenta uma estrutura simples e fora de ordem, a introdução instrumental é repetida entre algumas de suas partes e cada uma delas tem melodias e refrões diferentes, parecendo que a composição foi feita em partes, juntando melodias escolhidas ao acaso ou retiradas de cantos folclóricos.

A canção “Pelo Telefone” surgiu em uma roda de samba em uma famosa casa, a Casa da Tia Ciata, freqüentada por muitos músicos da época, Donga, Mauro Almeida, João Baiana, Caninha, Sinhô e Pixinguinha, por esse motivo muitos reivindicaram a autoria da composição.

Sua gravação original foi uma versão instrumental na Odeon, Casa Edison, no ano de 1916, pela Banda Odeon, e depois recebeu uma versão de Baiano e coro, pela mesma gravadora.

Redação: Raquel Susin

Pelo Telefone

O Chefe da Folia

Pelo telefone manda me avisar

Que com alegria

Não se questione para se brincar

Ai, ai, ai

É deixar mágoas pra trás, ó rapaz

Ai, ai, ai

Fica triste se és capaz e verás

Tomara que tu apanhe

Pra não tornar fazer isso

Tirar amores dos outros

Depois fazer teu feitiço

Ai, se a rolinha, Sinhô, Sinhô

Se embaraçou, Sinhô, Sinhô

É que a avezinha, Sinhô, Sinhô

Nunca sambou, Sinhô, Sinhô

Porque este samba, Sinhô, Sinhô

De arrepiar, Sinhô, Sinhô

Põe perna bamba, Sinhô, Sinhô

Mas faz gozar, Sinhô, Sinhô

O “Peru” me disse

Se o “Morcego” visse

Não fazer tolice

Que eu então saísse

Dessa esquisitice

De disse-não-disse

Ah! Ah! Ah!

Aí está o canto ideal, triunfal

Ai, ai, ai

Viva o nosso Carnaval sem rival

Se quem tira o amor dos outros

Por Deus fosse castigado

O mundo estava vazio

E o inferno habitado

Queres ou não, Sinhô, Sinhô

Vir pro cordão, Sinhô, Sinhô

É ser folião, Sinhô, Sinhô

De coração, Sinhô, Sinhô

Porque este samba, Sinhô, Sinhô

De arrepiar, Sinhô, Sinhô

Põe perna bamba, Sinhô, Sinhô

Mas faz gozar, Sinhô, Sinhô

Quem for bom de gosto

Mostre-se disposto

Não procure encosto

Tenha o riso posto

Faça alegre o rosto

Nada de desgosto

Ai, ai, ai

Dança o samba

Com calor, meu amor

Ai, ai, ai

Pois quem dança

Não tem dor nem calor

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