Maior expedição na Amazônia realizada por uma mulher

Maior expedição na Amazônia realizada por uma mulher

Homologado: Sábado, 7 de novembro de 2009

O RankBrasil homologou o recorde “Maior expedição na Amazônia realizada por uma mulher”, conquistado por Nivia Franzen.


Maior expedição na Amazônia realizada por uma mulher

A fotografa aventureira da Serra Gaúcha, percorreu a Transamazônica desde Lábrea no Amazônas, até o Maranhão, passando pelas cidades de Itaituba, Altamira, Anapu e Marabá, entre outras.
Nivia Franzen começou sua viagem pela Amazônia no dia 18/05/2007 e permaneceu até o dia 25/12/2007, retornou ao sul para uma pausa, e voltou a Amazônia no dia 23/07/2008 concluindo sua expedição no dia 09/12/2008 totalizando 369 dias.
Nivia começou sua aventura após receber um convite de um amigo seminarista que estava em missão no Estado da Amazônia, desde o início de sua jornada aprendeu a viajar sozinha sem contar com muita preparação, “a única coisa que eu sabia era que deveria saltar do barco que peguei em Manaus, no meio do Rio Madeira, aproximadamente às 9 horas da noite, em um ponto qualquer do Madeira, mais ou menos na metade do caminho das cidades de Manicoré e Humaitá, e assim aconteceu”, conta a recordista.
Nivia iniciou sua viagem em Auxiliadora do Uruapiara - AM, onde realizou uma missão católica se engajando em trabalhos voluntários, e mais alguns lugares, como Manicoré, Humaitá, Apui, Lábrea e Sucunduri na Transamazônica quase divisa com o Pará e a cidade de Jacaréacanga.
Seguindo para Nova Aripuanã e de lá foi de barco até Manaus, onde subiu o Rio Negro até São Gabriel da Cachoeira, divisa com a Venezuela e Colômbia, uma região de conflitos com a atuação das FARCs, “ era uma zona de bastante conflito para uma pessoa viajar sozinha, mas eu fui e voltei”, afirma Nivia.
Nivia retornou ao Rio Grande do Sul no dia 26/12/2007 e assim que chegou foi convidada pelo Bispo da Diocese de Humaitá para a realização de um documentário sobre a Diocese. Retornou a Amazônia em 23/07/08.

Na segunda etapa de sua viagem, seguiu para Belém e foi subindo o Rio Amazonas, mas alguns contratempos começaram a aparecer, já dentro do porto de Manaus Nivia contava apenas com seu equipamento, duas mochilas, um tripé e mais alguns sacos, descobriu que seu barco não iria mais partir. Nivia morou três dias em um barco, com sua rede armada na parte de baixo ao nível do cais, viveu como clandestina, pois essa era sua situação dentro do porto.
Após três dias conseguiu embarcar em uma balsa que ia de Manaus até Manicoré no período de quatro dias, chegando a seu destino permaneceu por dois meses, realizando sua missão católica e percorrendo o Madeira. Passou por Humaitá onde entrou novamente no Madeira para visitar algumas comunidades, e retornou a Transamazônica seguindo até Sucunduri, também em missão católica.
Nivia conta que quando saia em missão católica ou mesmo em suas jornadas sozinhas sempre levava mantimentos, mas nunca era muita coisa. Dormia geralmente em redes e maior parte da viagem foi feita de barco ou em pequenos caiaques, e quando o transporte era terrestre era realizado em ônibus de linha ou o transporte que aparecesse.
O RankBrasil – Livro dos Recordes Brasileiros parabeniza a recordista pelo feito, pela coragem e pela missão que realizou no incrível paraíso que é a Amazônia Brasileira.

Redação: Raquel Susin

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