Conta bancária mais antiga do Brasil

Conta bancária mais antiga do Brasil

Homologado: Quinta-feira, 25 de setembro de 2003

Maria Adelaide Nunes Azzi possui a conta bancária mais antiga do Brasil. São 71 anos sendo cliente do mesmo banco


Conta bancária mais antiga do Brasil

Maria Adelaide Nunes Azzi, 89 anos, é o que se pode chamar de cliente fiel, ela possui a "Conta Bancária Mais Antiga" do Brasil. É uma conta corrente de pessoa física, viva, em um só banco. Maria Adelaide é cliente do Banco Real (antigo Banco da Lavoura de Minas Gerais) desde maio de 1932, são 71 anos na mesma organização bancária.
A conta foi aberta por seu marido, que era gerente do banco, logo que eles se casaram. “Eu tinha 17 anos e não era nada comum uma mulher ter a sua conta ainda mais lá no interior de Minas, São Gonçalo do Sapucaí”, conta Maria Adelaide.
Dona Adelaide sempre teve uma relação muito forte com o banco, não apenas por seu marido trabalhar nele, mas também porque logo após o seu casamento, ela foi morar numa casa que pertencia ao antigo Banco da Lavoura de Minas Gerais.
A agência ficava na frente e a sua residência nos fundos, tinha até uma porta de comunicação entre as duas casas. Foi nessa casa que nasceram os seus três filhos e viveram os seus três enteados. Ela morou lá até 1946, ano em que seu marido foi promovido para gerenciar a filial de São Paulo.
Já em 1955 ele foi novamente transferido, dessa vez foi para sede do banco no Rio de Janeiro, que até então, segundo ela, era a maior agência de banco particular do Brasil. "Vivemos uma vida dentro do banco. Meu marido cresceu profissionalmente, meus três filhos e os meus três enteados cresceram no banco. Por isso nunca me passou pela cabeça a possibilidade de ter outra conta”, afirma Maria Adelaide.
A princípio era o seu marido, Adolfo Nunes da Costa, quem cuidava da conta, acompanhando as mudanças de moedas, regras do mercado e direcionando as aplicações para os melhores investimentos recomendados para aquele momento. Após o falecimento de seu marido em 1983, seu filho, Caiuby Nunes da Costa, passou a supervisionar a conta.
Ela conta que sempre foi tratada com muito carinho pelas pessoas do banco, principalmente porque seu marido era muito conhecido e querido pelos seus colegas, fato que acabou fazendo com que ela se relacionasse muito com os funcionários. “Quando iniciei a conta só tinha 6.808 clientes e eu não usava cheque. Era um cofrinho onde depositava as economias e tinha uma caderneta onde eram lançados os depósitos e os saques”, diz ela. Mas, desde que começou a utilizar cheques, até hoje, ela já emitiu cerca de 8.520 cheques.

Redação: Fernanda Alves - 25/09/2003/Revisão: - jornalista Raquel Susin - 08/08/2007

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