Primeiro farol do Brasil

Recorde é do Farol da Barra, também conhecido como Farol de Santo Antônio, que começou o trabalho de sinalização náutica em 1698

31/03/2013
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Primeiro farol do Brasil
Foto: Tatiana Azeviche – Setur
O Primeiro farol do país, que surgiu há mais de três séculos e em 2013 entra para o RankBrasil, é o Farol da Barra, também conhecido como Farol de Santo Antônio.

Com início do trabalho de sinalização em 1698, a obra foi edificada no interior do Forte de Santo Antônio da Barra, em Salvador, capital da Bahia e primeira capital do Brasil.

A construção original era uma torre larga quadrangular, com uma lanterna de bronze envidraçada, a princípio chamada de Vigia da Barra ou simplesmente de Farol da Barra. No início de sua instalação, o óleo de baleia alimentava lampiões protegidos por vidros, que sinalizavam a entrada da baía para os navegantes.

Sucessivas reformas transformaram o farol nos anos de 1839, 1890 e 1937 – quando sua iluminação foi finalmente substituída por luz elétrica. Atualmente é uma torre em forma de cone, feita de alvenaria, com 22 metros de altura e pintada com as cores preta e branca. Um dos ícones da capital baiana, o farol é fonte de inspiração para artistas e poetas.

Criação do farol
O farol da Barra foi edificado a partir de 1696, durante o governo geral do administrador colonial português, João de Lencastre. A necessidade de sinalização náutica surgiu após o naufrágio do Galeão Santíssimo Sacramento, capitania da frota da Companhia Geral de Comércio do Brasil, em um banco de areia frente à foz do rio Vermelho, em 1668.

Pela importância e movimentação do porto de Salvador na época, era preciso auxiliar as embarcações que chegavam à Bahia de Todos os Santos em busca de Pau-Brasil e outras madeiras, açúcar, algodão, tabaco, entre outros itens para abastecer o mercado consumidor europeu.

Sinalização náutica no Brasil
As atividades de sinalização náutica no Brasil, que são de responsabilidade direta da Marinha, são controladas pelo Centro de Sinalização Náutica Almirante Moraes Rêgo (CAMR). O órgão foi criado em 1965 e é o sucessor da antiga Repartição de Faróis, de 1876.

Até início de 2013, a sinalização da área no país totalizava 216 faróis, 15 radiofaróis (estações transmissoras especializadas), 573 faroletes, 1025 balizas, duas barcas faróis (sinais flutuantes de grande porte), 705 boias luminosas, 1844 boias cegas, 39 respondedores de radar (receptor – transmissor), 11 DGPS (Sistema Diferencial de Posicionamento Global) e 406 placas.

Histórico no mundo
Há registros da existência de pelo menos 200 faróis na Antiguidade, entre 300 a.C. e 300 d.C., e de no mínimo outros 30 dentro dos limites do Império Romano. O primeiro da história, conhecido como Pharos de Alexandria, foi construído na ilha de Pharos, a oeste da entrada da baía de Alexandria, no Egito.

Com cerca de 130 metros de altura, a luz da obra egípcia podia ser vista a 22 milhas náuticas (cerca de 40 km de distância). O farol era considerado uma das sete maravilhas do mundo, até sua destruição por um terremoto, em 1300.

Ainda de acordo com relatos históricos, no ano de 1130 foi construído o Farol de Gênova, na Itália, que é considerado o primeiro da Era atual. Já em 1550 surgiu o Farol de Cordouan, na França, o mais antigo farol em serviço no mundo.


Fontes: Marinha do Brasil, Wikipédia e Museu Náutico da Bahia
Redação: Fátima Pires