Primeira mulher alfabetizada no Brasil

Recorde é da índia Madalena Caramuru, que em 1561 escreveu uma carta ao padre Manoel da Nóbrega, pedindo o fim dos maus-tratos a crianças escravas

15/02/2013
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Primeira mulher alfabetizada no Brasil
Em homenagem à Madalena, os Correios lançaram um selo especial - Imagem: divulgação RankBrasil
A índia brasileira Madalena Caramuru entra para o RankBrasil em 2013. Ela foi a Primeira mulher alfabetizada no país, ou seja, que aprendeu a ler e a escrever.

De acordo com relatos históricos, em 1534, Madalena se casou com o português Afonso Rodrigues, que foi o responsável pelo ingresso da índia ao mundo das letras.

Em 26 de março de 1561, a recordista escreveu uma carta de próprio punho ao padre Manoel da Nóbrega, sacerdote português, que foi chefe da primeira missão jesuítica à América. A índia pedia que as crianças escravas fossem tratadas com dignidade, sendo assim considerada também pioneira na luta pelos direitos humanos no Brasil.

No texto, Madalena denunciava os traficantes de escravos por desejarem a morte rápida dos meninos negros e lamentava que a Bahia tivesse deixado de ser “berço de uma geração tão pura”, para ser vítima dos negociantes negreiros. Ela ainda oferecia ajuda em dinheiro para que os maus-tratos acabassem.

Origem
Madalena era filha do português Diogo Álvares Correia – mais conhecido como Caramuru – e de uma índia da tribo dos Tupinambás, Moema Paraguaçu. Diferente da cultura do homem branco, na indígena, a mulher exercia o papel de companheira. Entre os Tupinambás não deveria haver razão para as diferenças de oportunidades educacionais.

Homenagem
Em homenagem à Madalena, em 14 de novembro de 2001, os Correios lançaram um selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher no Brasil. Ao centro da peça aparece uma jovem com características indígenas, segurando uma pena de escrivão – instrumento utilizado para a escrita na época em que a índia viveu.


Fontes: Correios, Universidade de Brasília e Portal Terra
Redação: Fátima Pires