Primeira mulher brasileira a comandar um petroleiro

A paraense Hildelene Lobato Bahia fez história na Marinha Mercante ao se tornar comandante de um navio petroleiro, em setembro de 2009

27/01/2013
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Primeira mulher brasileira a comandar um petroleiro
Hildelene fez história na Marinha Mercante Brasileira - Imagem: divulgação
A Capitã-de-Cabotagem Hildelene Lobato Bahia, que entra para o RankBrasil, tornou-se a Primeira mulher do país a comandar um navio petroleiro: o Carangola, da frota da Transpetro, empresa de logística do sistema Petrobras.

O posto inédito foi atribuído à Hildelene em 28 de setembro de 2009. Ex-aluna do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), do curso de Aperfeiçoamento para Oficiais de Náutica (APNT), ela fez história na Marinha Mercante.

Com pouco mais de 1,5 metro de altura e na época com 35 anos, a paraense assumiu um cargo tradicionalmente reservado aos homens, em uma embarcação de grande porte para cabotagem. A cerimônia oficial para receber o cargo aconteceu no Rio de Janeiro.

Carreira
Nascida em Icoaraci – PA, a recordista se formou em Ciências Contábeis, pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e logo após, em 1997, fez concurso para a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM), sendo aprovada em 24º lugar.

Assim, ela passou a integrar o primeiro quadro feminino do Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém, quebrando a resistência inicial dos colegas homens. Depois de formada foi contratada pela Transpetro, sendo uma das primeiras mulheres a trabalhar na frota.

No navio Lorena, onde Hildelene atuou por sete anos, conquistou os cargos de segundo e primeiro piloto (segundo posto na hierarquia de um navio), e primeira capitã de cabotagem, título também inédito no Brasil para uma mulher.

O navio
O Carangola tem um motor 800 vezes mais potente que um carro popular, 160 metros de comprimento e altura equivalente a um prédio de nove andares. Armazena mais de 18 mil toneladas de óleo cru e combustível, precisando de muita organização para garantir a segurança e a rapidez no transporte. Os petroleiros são fundamentais para a matriz energética brasileira.


Fontes: Marinha do Brasil e Jornal do Brasil
Redação: Fátima Pires