Maior comércio popular

A Rua 25 de Março, da cidade de São Paulo, entra para o RankBrasil

08/08/2006
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Maior comércio popular
O Maior comércio popular do Brasil e da América Latina teve início em 1894. A Rua 25 de Março conta com cerca de três mil empresas, 300 no chão e 2.700 nos edifícios, galerias e ruas adjacentes.

Durante o ano circulam cerca de 400 mil pessoas por dia pela 25 de Março segundo dados de 2013 da União dos Lojistas da Rua 25 de Março e Adjacências (Univinco). No Natal, este número passa para mais de um milhão de pessoas por dia. Cada comprador desembolsa aproximadamente R$200 reais por visita.

Os produtos são vendidos mais barato, tanto no atacado, quanto no varejo. A famosa rua, que está entre os maiores centros comerciais em volume de arrecadação, recebe mais de um milhão de pessoas de todos os cantos do país.

Além de todos os estabelecimentos comerciais, não se pode esquecer das barracas e dos camelôs que tomam as calçadas. A maior parte não é devidamente cadastrada, mas vende seus produtos normalmente. Os consumidores devem estar atentos a esses produtos, geralmente falsificados ou de qualidade inferior aos modelos originais.

Os primeiros produtos comercializados na 25 eram porcelanas japonesas e chinesas, cutelaria alemã, rendas suíças e francesas, casimira inglesa e outros produtos importados. Os sírio-libaneses eram, na época, a maioria dos comerciantes.

Depois da Revolução de 1930, a indústria nacional se consolidou e os produtos brasileiros passaram a dominar as prateleiras das lojas da rua. Vestuário e armarinho eram os principais produtos vendidos no atacado e varejo.

A Rua 25 de Março foi assim chamada por volta de 1865, em homenagem à primeira constituição brasileira, promulgada pelo imperador D. Pedro I, em 25 de março de 1824. Porém, ela já existia bem antes dessa data e era conhecida por outros nomes: Rua Várzea do Glicério e Rua das Sete Voltas, devido ao número de curvas do Rio Tamanduateí.

Antes de ser uma rua, a 25 de Março era um rio, já que o leito do Tamanduateí, então navegável, corria no atual traçado dela, recebendo as águas do Anhangabaú e desaguando no Tietê. Com muitas curvas sinuosas, o rio era de extrema importância para a época, fim do século 19 e início do século 20, principalmente quando foi retificado em 1916.

O porto era utilizado para descarregar as mercadorias importadas que chegavam pelo Porto de Santos. Esse porto era conhecido como ´Geral´, por isso foi batizado de ´Ladeira Porto Geral´, que se localizava na sétima e última volta do rio Tamanduateí.

Depois disso, o rio foi retificado, a área toda drenada e a 25 passou a se chamar Rua de Baixo, ou Baixa de São Bento, já que está localizada abaixo do Mosteiro São Bento. Ela, então, servia como divisória entre a cidade alta e a baixa.

Enchentes, carros, ônibus, camelôs legais e ilegais, confrontos e tiroteios não conseguiram apagar sua mística. Síntese do Brasil, a 25 de Março resiste ao tempo.

Redação: Cristina Cadari
Revisão: Fátima Pires