Primeira ministra do Brasil

Recordista ocupou a pasta da Educação e Cultura no governo do general João Figueiredo, entre os anos de 1982 e 1985

05/01/2013
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Primeira ministra do Brasil
Além de ministra, Esther foi advogada, professora e secretária de Estado - Imagem: Veja
A paulistana Esther de Figueiredo Ferraz, que entra para o RankBrasil, foi a primeira mulher a possuir um cargo de ministra no país.

Ela ocupou a pasta da Educação e Cultura, no governo do general João Figueiredo, de 24 de agosto de 1982 a 15 de março de 1985.

No ministério, regulamentou a emenda que estabeleceu percentuais mínimos obrigatórios para a aplicação na educação dos recursos arrecadados em impostos. Esther ainda promoveu uma reforma universitária, aperfeiçoando os planos de carreira para professores, além de defender a criação das escolas técnicas federais.

A recordista também foi a primeira mulher a lecionar na Universidade de São Paulo (USP), a primeira a ocupar uma cadeira na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), fazendo parte da Comissão de Ética, e a primeira reitora de uma universidade paulista – a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Esther nasceu em São Paulo, em 06 de fevereiro de 1915. Além de ministra, foi advogada, professora, secretária de Estado em São Paulo, e escreveu vários livros. Ela faleceu em 23 de setembro de 2008, aos 93 anos, vítima de um acidente vascular cerebral.

Por sua morte, a seccional paulista da OAB divulgou nota oficial em homenagem à pioneira: “A morte de Esther de Figueiredo Ferraz é uma grande perda para o Brasil. Em vida foi uma referência de pioneirismo e competência enquanto advogada, professora e personalidade pública”.

Reconhecimento
A recordista integrou vários congressos nacionais e internacionais, e fazia parte da Academia Brasileira de Educação, da Associação Brasileira de Educação, da Academia Paulista de Letras e da Academia Paulista de Educação.

Ainda em vida, Esther recebeu vários títulos, entre eles, de Doutor Honoris Causa, do Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro, além da honraria da Ordem do Mérito Nacional da Educação. Mesmo após sua morte, ela vai ficar marcada na história do Brasil por seu legado.


Fontes: Revista Veja São Paulo, Wikipédia e G1 Política
Redação: Fátima Pires