Primeiro laboratório de controle da produção do cigarro

Inaugurado em agosto de 2012, o LATAB é o sexto laboratório público do mundo voltado exclusivamente para análises de produtos derivados do tabaco

15/11/2012
4638 Acessos
Imprimir
Primeiro laboratório de controle da produção do cigarro
O Laboratório de Tabaco e Derivados (LATAB), que entra para o RankBrasil, é o primeiro do país de controle da produção do cigarro.

Inaugurado em 13 de agosto de 2012, no Rio de Janeiro, é fruto de uma parceria iniciada em 2008, entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação.

O LATAB é o sexto laboratório público do mundo e o primeiro da América Latina voltado exclusivamente para análises de produtos derivados do tabaco. O objetivo principal é colaborar para a redução dos impactos da epidemia tabagista e de doenças relacionadas.

A Anvisa investiu cerca de R$ 4 milhões na implementação do laboratório, que tem 173 metros quadrados e fica na área de Química Analítica do INT. A equipe é formada por 12 técnicos do Instituto e três da Agência Nacional. Devido à alta complexidade dos produtos derivados do tabaco – tendo em mente que o cigarro tem mais de seis mil componentes tóxicos – o LATAB possui equipamentos de ponta em termos de tecnologia analítica.

Entre as atividades propostas estão o desenvolvimento de novas metodologias para determinação de compostos tóxicos nos derivados do tabaco, avaliação das tecnologias empregados nos produtos e a realização de pesquisas analíticas quanto a sua composição. A meta é averiguar a veracidade das informações fornecidas pelos fabricantes.

O laboratório ainda tem por finalidade subsidiar novas regulamentações, principalmente no que diz respeito aos componentes da fumaça e dos aditivos utilizados na manufatura, em especial aqueles empregados para atrair crianças e adolescentes, potencializar os efeitos da nicotina e mascarar a poluição ambiental.



Cooperação técnica com os EUA
O LABAT atua em cooperação técnica com o Laboratório de Tabaco do Tesouro dos Estados Unidos, para troca de informações e experiências na área de análises dos produtos. A cooperação prevê ainda testes interlaboratoriais, entre outras ações.

Seis laboratórios no mundo
Além do inaugurado no Brasil, existem somente outros cinco laboratórios deste tipo no mundo. O centro de pesquisa brasileiro também será utilizado por países da América Latina. O LABAT vai interagir com a rede mundial de laboratórios TobLabNet (Tobacco Laboratory Network).

Importância do laboratório
O laboratório é mais um passo da política nacional de controle do tabagismo, produto responsável pela morte de 200 mil pessoas no Brasil todos os anos. Atualmente existem aproximadamente 25 milhões de fumantes no país, sendo 17,2% com 15 anos de idade ou mais.

    Principias resoluções de combate ao tabagismo no Brasil
  • 1988 – Passa a ser obrigatória nas embalagens dos produtos derivados do tabaco a frase ‘O Ministério da Saúde adverte: fumar é prejudicial à saúde
  • 1990 – Obrigatoriedade de frases de alerta em propagandas de rádio e TV
  • 1996 – Comerciais de derivados do tabaco só podem ser veiculados entre 21h e 06h. Além disso, passa a ser proibido fumar em locais fechados, exceto em fumódromos
  • 2000 – Criação da Anvisa, sendo que o Brasil foi o primeiro país do mundo a ter uma agência reguladora que trata do assunto. Também passa a ser proibido propagandas dos derivados do tabaco e ainda associar o fumo a práticas esportivas
  • 2001 – A Anvisa determina teores máximos para alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Imagens de advertência passam a ser obrigatórias em embalagens dos produtos
  • 2003 – Obrigatoriedade do uso das frases ‘Venda proibida a menores de 18 anos’ e ‘Este produto contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina que causa dependência física ou psíquica. Não existe níveis seguros para consumo destas substâncias’.
  • 2011 – Lei Federal proíbe fumar em locais fechados e a Anvisa proíbe o uso de aditivos em produtos derivados do tabaco.


Fontes: Instituto Nacional de Tecnologia
Redação: Fátima Pires