Maior corredor de floresta recuperada

São 700 hectares, que une duas unidades de conservação. O projeto demorou 10 anos para ser concluído e tem por principal objetivo contribuir com a preservação de espécies ameaçadas

08/02/2012
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Maior corredor de floresta recuperada
O Maior corredor de floresta recuperada do país, que entra para o RankBrasil, foi concluído no início de 2012 após 10 anos de atividades do projeto ‘Corredores da Mata Atlântica’.

São 700 hectares, que une as principais unidades de conservação do bioma no Pontal do Paranapanema, no Estado de São Paulo: a Estação Ecológica Mico Leão Preto e o Parque Estadual do Morro do Diabo.

Apesar do recorde, essa ainda é a primeira etapa do projeto, realizado pelo Instituto de Pesquisa Ecológica (IPÊ). O objetivo é conservar a biodiversidade da Mata Atlântica, por meio da restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal de propriedades rurais.

Ao todo, 1,4 milhões de árvores foram plantadas no corredor. Os locais estratégicos para o plantio foram determinados a partir de um estudo que identificou as áreas prioritárias para a restauração florestal.

O projeto foi realizado com apoio de editais da Petrobras e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com empresas nacionais e internacionais.

Preservação de espécies
O corredor forma uma espécie de ponte natural e vai ajudar a preservar espécies ameaçadas, como o mico-leão preto, onça pintada, jaguatirica, entre outras, que sofrem pela perda de habitat.

A faixa de mata também serve para juntar as populações de animais, que estavam separadas nas ilhas de vegetação das unidades de conservação. Além disso, ajuda insetos e aves que não conseguem voar muito tempo longe de árvores.

O Instituto
O IPÊ é uma das maiores organizações socioambientais do Brasil. Foi criado em 1992 e está presente em três principais biomas do país: Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal.

Para o instituto, o conceito de conservação da biodiversidade alia pesquisa, educação ambiental, desenvolvimento comunitário e influência em políticas públicas.


Fontes: Revista Época e Instituto IPÊ
Redação: Fátima Pires