Primeiro ouro na esgrima paralímpica

Brasileiro faz história nos Jogos de Londres, vencendo na prova da espada. Gaúcho perdeu os movimentos das pernas há oito anos, ao ser atingido por um tiro em um assalto

11/09/2012
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Primeiro ouro na esgrima paralímpica
O gaúcho Jovane Silva Guissone, que entra para o RankBrasil, conquistou o primeiro ouro do país na esgrima paralímpica (em cadeira de rodas), na prova da espada.

De virada, em uma disputa que aconteceu ponto a ponto, ele ganhou a medalha nos Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, ao vencer na final o paratleta de Hong Kong, Chik Tam, por 15-14.

O brasileiro, que tem 29 anos, perdeu o movimento das pernas em 2004, quando foi atingido por um tiro nas costas, ao reagir a um assalto. Jovane começou na esgrima em 2008, revelando suas habilidades e mostrando que é possível superar limites físicos.

Sua história de recordes começou antes de Londres. No ano de 2011, ele se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha na esgrima adaptada, em uma competição internacional. O paratleta foi bronze na modalidade espada, na Copa do Mundo de Montreal, no Canadá. Neste ano, melhorou seu desempenho e ficou com a prata na Copa de Malchow, na Alemanha.



Esgrima em cadeira e rodas
O esporte é praticado por pessoas com amputações, lesão medular ou paralisia cerebral. Para os duelos, as cadeiras são presas a um fixador específico, feito de fibra de carbono. A distância entre os esgrimistas é determinada pelo que tiver o alcance mais curto do braço.

A esgrima se divide em três diferentes categorias (armas): florete, espada e sabre. Nas lutas com a espada e o florete, os pontos são computados somente se a ponta da arma tocar o tronco do adversário. Já no sabre, a pontuação é garantida quando a ponta ou a lâmina da arma tocam no oponente.

As roupas utilizadas têm sensores que indicam quando o paratleta foi tocado. Desta forma, tanto o público, quanto os esgrimistas e juízes podem acompanhar o placar da competição instantaneamente. No toque da arma, ao resultar em ponto, uma das luzes (vermelha ou verde) que representa os atletas se acende. Quando ocorre um toque não válido, é acesa uma luz branca.


Fontes: Ministério do Esporte, Paralimpíadas e Comitê Paralímpico Brasileiro
Redação: Fátima Pires