Mais jovem a fazer transplante de fígado

Diagnosticado com hepatite fulminante, o menino precisou com urgência de uma doação de órgão para sobreviver

04/07/2012
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Mais jovem a fazer transplante de fígado
Imagem: divulgação
O brasileirinho Artur Cristófaro é o Mais jovem a passar por um transplante de fígado no país. Com apenas dois meses de idade, o menino precisou com urgência de uma doação de órgão para sobreviver.

Tudo começou com uma diarreia, que os médicos identificaram como infecção intestinal. Os antibióticos receitados não resolveram e o quadro piorou. De uma hora para a outra, o fígado de Artur simplesmente parou de funcionar e o bebê foi diagnosticado com hepatite fulminante.

Doença rara e extremamente grave, sem a realização de transplante praticamente não existe perspectiva de sobrevivência. O menino entrou então na fila de espera para receber o órgão e com muita sorte, em dois dias apareceu uma doadora compatível.

Com sete anos, a menina morreu de meningite. Por ser uma criança maior, o fígado teve que ser reduzido em um terço. Os pais de Artur, Adalberto e Elaine Cristófaro sabiam da complexidade do caso e dos riscos que o bebê corria, mas o transplante era a única alternativa.



Cirurgia
Realizada no Hospital das Clínicas de São Paulo, a cirurgia demorou 10 horas e contou com uma equipe formada por cinco cirurgiões e três anestesistas. O transplante foi um sucesso e os sinais de melhora em Artur foram imediatos.

Recuperação
Em julho de 2012, dois meses depois do procedimento e de quase ter morrido em decorrência da hepatite fulminante, o menino ganhou peso, já se alimenta normalmente e sua saúde está ótima, como se nada tivesse acontecido.

O fígado
Localizado no lado direito do abdômen, o fígado é uma glândula constituída por milhões de células, que produzem substâncias essenciais para o equilíbrio do organismo. Apesar da capacidade de recuperação do órgão, algumas doenças provocam insuficiência hepática aguda ou crônica grave, que podem levar ao óbito. Nestes casos, o transplante é o único recurso.

Primeiros transplantes
O primeiro transplante de fígado no mundo aconteceu em 1963, em Denver, nos Estados Unidos, mas com curta sobrevida dos pacientes. Em 1967, na mesma cidade, outro procedimento parecido resultou no primeiro paciente que sobreviveu por período mais longo.

Na América Latina, o primeiro transplante do órgão foi realizado em 1968, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Desde então, a técnica é desenvolvida no Brasil e o número de transplantados aumenta a cada ano.

Taxa de sobrevida
De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de sobrevida após transplante de fígado era de 30% nos anos 1970 e no final da década de 1980 passou a 90%.


Fonte: Jornal Nacional e blog de Drauzio Varella
Redação: Fátima Pires